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Opinião 

Paixão Azurra: revisando a temporada 2020 até aqui (Parte II)

Colunista Vinícius Bello opina diariamente sobre os assuntos do Leão da Ilha

24/03/2020 - 07h32

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Por Vinícius Bello
avaí
(Foto: )

Aproveitamos o período de quarentena para iniciar uma revisão da temporada 2020 do Leão até o momento, apontando especialmente os erros que já puderam ser identificados. Além da herança maldita do desastroso Brasileiro de 2019, Diogo e Marquinhos tiveram problema para a montagem do elenco de 2020.

O presidente deu “carta branca” para a escolha dos jogadores, mas insistiu em escolher o treinador para a temporada atual. Por óbvio, é uma decisão que deveria ser tomada analisando a própria formação do elenco, por influenciar diretamente na condução dos trabalhos e aproveitamento de características escolhidas para o grupo.

O presidente quis escolher o nome, e o primeiro alvo foi Jorge Fossati. Após muito tempo de negociação, o próprio confirmou que os valores estavam longe. Veio, então, a alternativa Augusto Inácio.

Campeão português com o Sporting no longínquo ano 2000, Inácio não desenvolveu bons trabalhos nos últimos anos. Ao contrário, ficou marcado como treinador “bombeiro”, especialmente em briga contra rebaixamentos.

Seus trabalhos não costumam passar de três meses e ficou marcado em Portugal pela estrutura tática defensiva. O perfil, portanto, não tinha nada a ver com as aspirações do Avaí. Porém, ludibriado pelo sucesso de Jorge Jesus e pelo discurso bonito de Inácio, o clube fez a aposta. Pagou caro.

Ao invés de se integrar ao clube, Inácio se isolou com sua comissão técnica e suas convicções táticas falhas. Os jogadores - que também estavam errados em muitos casos - não viam evolução dos trabalhos e em pouco tempo não acreditavam mais na capacidade do treinador em formar um time competitivo. A precoce eliminação da Copa do Brasil, causando um enorme prejuízo financeiro ao clube, foi o fim da linha.

As justificativas de Inácio - algumas delas procedentes - perdiam sentido quando se analisava os adversário que enfrentamos, todos mais fracos que o Avaí. Sua postura de tirar o corpo fora irritou bastante, e o bombardeio contra o clube ao chegar em Portugal não surpreendeu. Basta pesquisar o desfecho de seus últimos trabalhos.

Como lição, que se aprenda que o departamento de futebol tem que ser o responsável pelo planejamento de todo o futebol profissional, até para que possam ser avaliados e responsabilizados por eventuais fracassos. Chegou Rodrigo Santana, uma escolha de Diogo e Marquinhos, e avaliaremos os primeiros passos na próxima coluna.

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