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    Papa Francisco sai em defesa de João Paulo II e diz que amizade com mulher é possível 

    Centenas de cartas enviadas pelo papa João Paulo II para a filósofa norte-americana de origem polonesa foram reveladas em um documentário da emissora britânica BBC

    18/02/2016 - 16h04 - Atualizada em: 18/02/2016 - 16h29

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    Por Agência Brasil
    Francisco afirmou que um homem que não sabe ter uma boa amizade com uma mulher é alguém a quem falta algo
    Francisco afirmou que um homem que não sabe ter uma boa amizade com uma mulher é alguém a quem falta algo
    (Foto: )

    O papa Francisco disse nesta quinta-feira, no avião que o levou do México para o Vaticano, que sabia da relação entre João Paulo II e a filósofa Anna-Teresa Tymieniecka e que a amizade entre homens e mulheres não é um pecado.

    — A amizade com uma mulher não é um pecado, é uma amizade. Uma relação amorosa com uma mulher que não seja sua esposa, sim, é um pecado — disse, acrescentando que o papa João Paulo II "era um homem que queria pensar como as mulheres". — O Papa tem um coração que pode ter uma amizade saudável e santa com uma mulher — afirmou.

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    Centenas de cartas enviadas pelo papa João Paulo II para a filósofa norte-americana de origem polonesa foram reveladas em um documentário da emissora britânica BBC nesta semana. Os documentos mostram uma amizade "intensa", mas não apontam evidências de que o religioso tenha rompido o voto de celibato feito ao se tornar padre.

    Francisco acrescentou que um homem que não sabe ter uma boa amizade com uma mulher é alguém a quem falta algo.

    — E eu, por experiência, quando peço conselhos a colegas ou amigos, sempre gosto de receber a opinião de uma mulher. O Papa acrescentou que as mulheres "te dão tanta riqueza, olham para as coisas de uma maneira diferente. Eu gosto de lembrar que a mulher é aquela que constrói a vida no útero".

    Apesar de o conteúdo só ter sido revelado agora, a troca de mensagens era conhecida no Vaticano — e não são as primeiras do pontífice com mulheres. Ainda segundo Francisco, as mulheres são, até hoje, pouco levadas em consideração:

    — Ainda não entendemos o bem que a mulher faz para a vida do sacerdote e da Igreja, no sentido do conselho, da ajuda e da amizade saudável.

    As correspondências iniciaram-se em 1973, quando João Paulo II era o arcebispo de Cracóvia. A primeira carta enviada pela norte-americana tinha como objetivo o debate sobre um livro publicado pelo religioso. Desde então, uma série de documentos foram trocados entre os dois e vários encontros para debates filosóficos foram feitos.

    Os primeiros escritos apontam uma comunicação "mais formal", que foram ficando mais "íntimas" ao longo do tempo, segundo a emissora britânica.

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