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Parada para resolver: o que os times de SC devem priorizar durante Copa América 2019

Até a retomada do Campeonato Brasileiro. Avaí, Chapecoense, Criciúma e Figueirense têm ajustes por fazer para voltarem competitivos e em busca de metas nas séries A e B. 

20/06/2019 - 09h45 - Atualizada em: 20/06/2019 - 09h42

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Darci
Por Darci Debona
João Lucas
Por João Lucas Cardoso
Lariane
Por Lariane Cagnini
Mudança no comando, com Alberto Valentim, é aposta do Avaí por recuperação
Mudança no comando, com Alberto Valentim, é aposta do Avaí por recuperação
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Mais que tempo para aprimorar tática e aspecto físico, a pausa nas séries A e B do Campeonato Brasileiro servirá para os times de Santa Catarina ajustarem outros aspectos. Com campanha pífia até agora no Brasileirão, o Avaí trocou de técnico e vai passar por mudanças no elenco, enquanto a Chapecoense também faz alterações no plantel. Na segunda divisão, Criciúma e Figueirense devem priorizar o setor ofensivo para melhorar o desempenho na retomada das competições, a partir da segunda semana de julho.

AVAÍ

Reforçar o elenco

É a prioridade número 1, citada pelo agora ex-técnico Geninho e admitida pela diretoria. Até agora, na equipe titular Brenner foi a única novidade em relação ao time-base campeão catarinense. O departamento de futebol reconhece também a necessidade de direcionar os esforços para melhorar as opções no setor ofensivo, geralmente mais custosas — esbarrando no orçamento apertado. O técnico Alberto Valentim se junta à tarefa de buscar reforços.

Novo jogo

Com a expectativa de caras novas no elenco, a intertemporada será primordial para melhorar o conjunto, depois de seguidas trocas nas últimas rodadas do Brasileirão. Mais do que isso, será o momento para o elenco aprender uma nova filosofia de jogo, trazida por Alberto Valentim, treinador escolhido pelo departamento de futebol para tentar a permanência do Avaí na elite.

Bola longa

O Avaí não conseguiu aproveitar bem até aqui neste Campeonato Brasileiro os cruzamentos, que foram um trunfo na campanha do acesso, no ano passado. Está em quarto entre as 20 equipes, mas é o último em percentual de acertos (15,6% dos 212). O mesmo praticamente se repete em relação aos lançamentos. O Leão é o time que mais usa a alternativa, mas é o penúltimo no índice de acerto (34% dos 300).

Chapecoense tem tarefas durante a Copa América 2019
Chapecoense tem tarefas durante a Copa América 2019
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CHAPECOENSE

Aprimorar a parte física

Embora tenha melhorado nesse aspecto, a Chape ainda levou mais gols no segundo tempo – nove – do que no primeiro tempo – cinco. Houve troca de comissão técnica durante a temporada e há alguns jogadores, como Camilo, que chegaram recentemente e ainda não estão 100% para aguentar os 90 minutos. O aspecto se estende a atletas importantes que começaram a parada no departamento médico, como o lateral Eduardo e o atacante Rildo.

Definição do grupo

Com a troca de treinador, também houve reformulação do elenco, que já girou próximo de 50 nomes até agora. Alguns jogadores chegaram, outros saíram e mais algumas reformulações estão em andamento. O trabalho do departamento de futebol também será pela manutenção de atletas importantes durante a janela de transferência internacional, como o artilheiro Everaldo e o lateral-esquerdo Bruno Pacheco.

Fortalecer a defesa

O Verdão tem a quarta pior defesa da competição, com 14 gols sofridos. E não houve uma derrota por goleada para turbinar o número. Das nove partidas, a equipe só não foi vazada em uma, o triunfo por 2 a 0 na estreia, contra o Inter. Além disso, cometeu dois pênaltis nas duas últimas partidas. E não é por falta de entrosamento na defesa. Douglas e Gum jogaram juntos em sete partidas.

Criciúma ganha alguma tranquilidade com escapada do Z-4 antes da parada
Criciúma ganha alguma tranquilidade com escapada do Z-4 antes da parada
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CRICIÚMA

Melhora na pontaria

O Tigre se livrou da zona de rebaixamento com a vitória sobre o Brasil-RS antes da parada, mas se almeja ficar acima na tabela precisa melhorar a pontaria. Foram apenas cinco gols em oito jogos, o que coloca a equipe apenas com o 17º melhor ataque. O Criciúma é o time que menos finalizou nas oito rodadas e o antepenúltimo em percentual de acerto – 26,6% das conclusões.

Contratações

O elenco precisa de, pelo menos, três reforços para dar qualidade de opções ao técnico Gilson Kleina. No setor defensivo, o zagueiro Léo Santos sofreu uma lesão grave no joelho e não volta a jogar na atual temporada. Na lateral esquerda, Marlon é o único atleta de origem, e no meio campo, vale buscar alguém como alternativa ao armador Daniel Costa.

Identidade da Série B

Depois de um puxão de orelha de Kleina, parece que a ficha caiu e o time jogou a última partida antes da parada com “cara” de Série B. Mesmo fora de casa, o Criciúma foi para cima com um jogo simples, deu “chutão” quando necessário e, depois de abrir o placar, segurou o resultado com organização. O treinador insistiu em uma “cara” para o time, e tem tempo para solidificar isso.

Figueirense ganha tempo para voltar mais forte à Série B
Figueirense ganha tempo para voltar mais forte à Série B
(Foto: )

FIGUEIRENSE

Encaixe de reforços

O lateral-esquerdo Roberto e o meia Andrigo desembarcaram com potencial para serem titulares, mas não chegaram a fazer a estreia na Série B. Os dois têm condição de se firmar entre os 11, mas precisam de adaptação e entrosamento que a intertemporada iniciada nesta quarta-feira vai prover à equipe.

Dúvida no meio

Na última partida antes da parada, a vitória sobre o Botafogo-SP, a equipe se apresentou bem com a ausência de Zé Antônio. O volante então titular e aparentemente sem substituto não fez falta. Pelo contrário, a equipe apresentou outra dinâmica com Patrick na função e sua manutenção na retomada do torneio poderá ser analisada pelo treinador durante o período.

Eficiência

A equipe alvinegra produziu satisfatoriamente situações de gols neste começo de Série B, com quase 13 por partida. No entanto, o Figueirense tem um dos piores ataques da competição. Os seis gols colocam o Alvinegro em 14º no quesito, junto de Vila Nova e América-MG, que estão na metade inferior da classificação. O percentual de acerto no gol é razoável, de 32,4%, mas a bola poderia entrar mais.

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