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Tragédia 

Parentes e amigos prestam homenagens à família de SC morta no Chile

À tarde, haverá apresentação de alunos de escola e culto ecumênico

04/06/2019 - 12h50 - Atualizada em: 04/06/2019 - 14h34

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Por Juliana Gomes
(Foto: )

O velório da família catarinense que morreu após um vazamento de monóxido de carbono no Chile foi marcado por forte comoção nesta terça-feira. Dezenas de parentes e amigos se reuniram no ginásio de esportes da Univali em Biguaçu para orações e homenagens.

A tarde será finalizada com um culto ecumênico e cortejo para o cemitério São Miguel, também em Biguaçu, onde será o sepultamento.

Até por volta das 11h, a enfermeira da prefeitura de Biguaçu Fabiana de Moraes havia recebido 10 pessoas no espaço de atenção à saúde instalado no ginásio por causa das fortes emoções.

— Todas estavam com pressão alta, relatando forte cefaléia, dor de cabeça. São sintomas comuns em momentos de muita dor e comoção como este — informou.

Os corpos chegaram na noite de segunda-feira em Santa Catarina, 12 dias após a tragédia. Os seis catarinenses foram encontrados mortos no dia 22 de maio num apartamento alugado em Santiago por meio de uma plataforma digital.

As vítimas são Fabiano de Souza, 41 anos, a mulher dele, Débora Muniz Nascimento de Souza, 38, os dois filhos do casal, Karoliny Nascimento de Souza, 14 anos, e Felipe Nascimento de Souza, 13.

Também morreram no Chile, Jonathas Nascimento Kruger, 30 anos, irmão de Débora, e a mulher dele, Adriane Krueger. Ela era de Mato Grosso. Um dia antes, a mãe de Débora e Jonathas morreu vítima de câncer.

Karoliny completaria 15 anos dois dias depois da tragédia. A viagem ao Chile era para comemorar o aniversário dela. Irene Siqueira foi professora da garota e do irmão, Felipe. Ela ainda não consegue acreditar no que aconteceu.

— Muito difícil, ficamos muito tristes. Eles eram bons alunos, tiravam notas boas. Felipinho sempre sentava em frente. Não tem explicação. A aula foi dispensada nesta tarde e os colegas deles devem vir prestar homenagem — contou.

A polícia chilena investiga se houve negligência no atendimento à família brasileira. No dia 24 de maio os Carabineiros do Chile, que equivalem à Polícia Militar, declararam que o socorro à família demorou a chegar. Uma apuração interna vai investigar a conduta de um subtenente envolvido na ocorrência.

Solidariedade

No velório, com amigos de escola, Pedro Filho Silva estava bastante abalado com a tragédia. Ele era colega de sala de Karoliny.

— Não consigo acreditar. Tudo isso é muito triste. Karoliny era muito alegre, fofa, sempre vou lembrar dela assim — informou.

Além dos parentes e amigos, muitas pessoas da comunidade foram ao velório para prestar solidariedade. O ex-governador Casildo Maldaner também foi ao local para dar apoio aos parentes das vítimas.

— Tudo isso (a tragédia) mexeu com o estado inteiro, com o Brasil. Eu até faço a comparação com o acidente aéreo com os jogadores da Chapecoense. A gente tá aqui em solidariedade, porque há um pranto geral — declarou.

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