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Parlamento iraniano se reúne para discutir crise no país

07/01/2018 - 07h45 - Atualizada em: 07/01/2018 - 14h10

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AFP
Por AFP

O Parlamento iraniano reunia-se na manhã deste domingo (7) para uma sessão especial sobre a recente agitação que afeta o Irã, à medida que novas manifestações de apoio às autoridades eram realizadas em várias cidades.

Os deputados deveriam ouvir o ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, o ministro da Inteligência, Mahmud Alavi, e o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (CSSN), Ali Shamkhani, sobre as manifestações que degeneraram em episódios de violência no final de dezembro em várias cidades do país, segundo o site oficial do Majles (Assembleia Nacional).

Os manifestantes saíram às ruas para protestar contra o custo de vida e o governo.

Essas manifestações e sua repressão fizeram um total de 21 mortos, principalmente manifestantes, de acordo com as autoridades, além de centenas de detidos.

A reunião no Parlamento deve se concentrar nas causas que levaram ao movimento de contestação e na resposta das autoridades, enquanto os deputados debatem o projeto de lei de orçamento para o ano fiscal iraniano 1397, que começará em 21 de março.

A questão das restrições impostas ao aplicativo de mensagens instântaenas Telegram, a rede social mais popular no Irã, durante a agitação também deve ser abordada.

"O Parlamento não é favorável à continuação da filtragem do Telegram, mas [esta rede] deve assumir compromissos para que não seja usada como instrumento dos inimigos do povo iraniano", escreveu Behruz Nemati, porta-voz da presidência do Parlamento, em sua página no Instagram.

Na quarta-feira, o bloqueio da rede de compartilhamento de fotos Instagram foi levantado, mas o Telegram, que teria mais de 25 milhões usuários no país, continua a ser alvo de restrições: o acesso à rede permanece impossível a partir de um telefone celular, a menos que se use uma rede privada virtual (VPN).

As autoridades pedem ao Telegram que bloqueie alguns canais criados por opositores iranianos no exterior e que conclamam abertamente a população a derrubar o governo.

A Guarda Revolucionária, o exército de elite da República Islâmica, anunciou na quarta-feira o fim da "sedição" que começou em 28 de dezembro, e manifestações de apoio às autoridades são realizadas todos os dias em muitas cidades.

Neste domingo, a televisão estatal transmitia imagens de manifestações em Rasht e Gazvin (norte), Shahr-e Kord (sul) e Yazd (centro).

Essas mobilizações são uma "resposta pública aos agitadores e aqueles que os apoiam", indicou a televisão, à medida que as autoridades culpam Washington, Israel e a Arábia Saudita de incitarem os distúrbios no país ao apoiarem grupos "contra-revolucionários".

sgh/mj/nbz/mr

* AFP

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