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Parquinho com balanço, escorregador e gangorra é academia de criança, dizem especialistas

Brincadeiras divertem e ainda são funcionais: trabalham equilíbrio, flexibilidade e força

16/10/2011 - 08h10 - Atualizada em: 24/07/2019 - 14h46

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Por Redação NSC
Brincadeiras no parquinho divertem e estimulam a comunicação da criança
Brincadeiras no parquinho divertem e estimulam a comunicação da criança
(Foto: )

Brincar nem sempre significa só diversão. Desde bebês, as crianças passam por contínuos processos de aprendizagem e de desenvolvimento enquanto brincam. Uma das atividades consideradas fundamentais por professores de educação física e psicólogos é a brincadeira no parquinho.

Parquinhos básicos com escorregador, balanço, gangorra, cordas para se pendurar fazem um bem danado aos pequenos. Com formação em educação física e dona da rede de pilates que leva o seu nome, Ivana Henn afirma que os parquinhos são aparelhos funcionais, característica cada vez mais buscada nas aulas de academia. A funcionalidade diz respeito a praticar atividade que mexem com o corpo todo e que agem em aspectos diferentes. No caso dos parquinhos, um único brinquedo pode trabalhar flexibilidade, equilíbrio e força.

- Além de divertir, o parque é uma atividade completa. Hoje, nas academias, temos muitas aulas que simulam brincadeiras de parque, como a aula com suspensão, por exemplo, que nada mais é do que a corda para se pendurar que existe nas casinhas do parque - afirma.

Para ela, mãe de duas crianças de dois e cinco anos, o ideal seria levar a criança diariamente no parque:

- Se não der, leve o máximo de vezes que você conseguir - aconselha.

Brincadeira e efeito lúdico

Ivana lembra que antigamente as crianças brincavam na rua, moravam em casa - muitas vezes com jardim. Hoje, boa parte mora em apartamento, os pais estão sempre com pouco tempo, e as brincadeiras migraram para atividades como ver TV, jogar vídeo game ou um jogo como quebra-cabeça:

- As crianças perdem a oportunidade de desenvolver coordenação motora, equilíbrio, flexibilidade, consciência corporal - coisas que a gente desenvolvia naturalmente no passado. O parque simula situações do dia-a-dia. Ao brincar no parquinho, a criança está ganhando consciência corporal, aprendendo a se equilibrar, a mover seu corpo para se proteger em uma queda - comenta.

É claro que praticar esportes como ballet, natação ou judô ajudam no desenvolvimento motor, mas o parque tem a característica da liberdade da brincadeira e da ludicidade. Há ainda os benefícios psicológicos:

- O mais importante é o da interrelação. A criança conhece outras crianças, aprende com elas, relaciona-se negociando os espaços, sendo obrigada a aceitar o limite imposto pelo espaço do outro. Parquinho é fundamental na vida de qualquer criança - afirma Paula Ferro Kalafatas, terapeuta familiar.

Paula destaca outros aspectos como o desenvolvimento de autoestima, liberdade, autoconfiança, coragem para enfrentar medos e para explorar os espaços. Tudo isso na simples e deliciosa brincadeira de encarar um escorregador, divertir-se no balanço, equilibrar-se nos pneus e chegar ao topo da casinha de madeira.

A criança no parque

Bebês até dois anos - importante para começarem a explorar espaços, entrar em contato com areia, brincar no chão. Tempo de parque: cerca de meia hora.

De dois até sete anos - parquinho é essencial nessa faixa etária. Devem ter acompanhamento dos pais nos brinquedos, que devem segurá-los pela mão e encorajá-los na brincadeira. Aos poucos, a criança vai se soltando, e os pais devem perceber o alcance da autoconfiança do filho e permite que brinquem sozinho. O tempo de parque pode ser de uma hora ou mais, depende da própria criança, se ela se sente cansada.

A importância

Demonstra os interesses da criança

Externa as angústias dela

Estimula a comunicação

Exercita o corpo

É prazerosa para a criança

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