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    Paul McCartney escreve recado sobre morte do "quinto Beatle"

    George Martin, produtor dos Beatles, morreu nesta quarta aos 90 anos

    09/03/2016 - 04h49 - Atualizada em: 10/03/2016 - 05h13

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    Por Redação NSC
    O produtor George Martin trabalhou nos arranjos de diversas músicas dos Beatles com Paul McCartney
    O produtor George Martin trabalhou nos arranjos de diversas músicas dos Beatles com Paul McCartney
    (Foto: )

    George Martin, produtor dos Beatles, morreu na madrugada desta quarta-feira aos 90 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas ex-integrantes da banda já se manifestaram sobre a perda. Ringo Starr publicou mensagens em sua conta no Twitter, e Paul McCartney escreveu um relato sobre o amigo e colega de trabalho em seu site oficial.

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    Confira a mensagem de Paul traduzida na íntegra:

    Eu estou tão triste de ouvir a notícia do falecimento do querido George Martin. Tenho tantas memórias maravilhosas deste ótimo homem que ficarão comigo para sempre. Ele era um verdadeiro cavalheiro e como um segundo pai para mim. Guiou a carreira dos Beatles com tanta habilidade e bom humor que se tornou um verdadeiro amigo para mim e para minha família. Se alguém mereceu o título de quinto Beatle, esse alguém foi George. Do dia em que ele deu aos Beatles nosso primeiro contrato de gravação até a última vez em que o vi, ele foi a pessoa mais generosa, inteligente e musical que eu já tive o prazer de conhecer.

    É difícil escolher minhas memórias favoritas do tempo que passei com George, são muitas, mas uma que me vem à mente foi quando levei a música Yesterday para uma sessão de gravação e os caras da banda sugeriram que eu cantasse ela sozinho com acompanhamento de violão. Depois de eu fazer isso, George Martin falou para mim: "Paul, eu tenho a ideia de colocar um quarteto de cordas na gravação". Eu disse: "Ah, não, George, nós somos uma banda de rock n' roll e eu não acho que essa seja uma boa ideia". Com os modos gentis de um grande produtor, ele disse para mim: "Vamos tentar, e se não der certo nós não usaremos e vamos com a versão solo". Eu concordei e fui à sua casa no dia seguinte trabalhar no arranjo.

    Ele pegou os acordes que eu mostrei a ele e espalhou as notas pelo piano, colocando o violoncelo uma oitava abaixo e o primeiro violino uma oitava acima e me deu a primeira lição de como as cordas são sonorizadas para um quarteto. Quando nós gravamos o quarteto de cordas na Abbey Road, foi tão emocionante saber que a ideia era o correto que nós ficamos espalhando isso para as pessoas por semanas. A ideia dele obviamente deu certo porque a música posteriormente virou uma das mais gravadas da história, com versões de Frank Sinatra, Elvis Presley, Ray Charles, Marvin Gaye e outros milhares.

    Essa é apenas uma das muitas memórias que tenho do George, o qual me ajudou com os arranjos de Eleanor Rigby, Live and Let Die, e muitas outras músicas minhas.

    Eu tenho orgulho de ter conhecido um cavalheiro tão bom, com um senso de humor tão afiado, que tinha a habilidade de fazer piada de si mesmo. Até quando foi condecorado pela Rainha, nunca houve o menor traço de esnobismo nele.

    Eu e minha família, para quem ele era um querido amigo, vamos sentir muito sua falta e mandaremos nosso amor à sua mulher, Judy, aos seus filhos, Giles and Lucy, e aos seus netos.

    O mundo perdeu um verdadeiro grande homem, que deixou uma marca permanente na minha alma e na história da música britânica.

    Deus o abençoe, George, e a tudo que navegou em você!

    Paul.

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