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    Paulo Guedes afirma que governo "mudou eixo da economia" 

    Orçamento destinado à assistência superou verbas de ministérios 

    04/04/2020 - 21h59

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    Por Agência Brasil
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    (Foto: )

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou na tarde deste sábado, dia 4, de uma teleconferência pelo YouTube com empresários do setor varejista de diferentes partes do país, ligados à Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas.

    Na abertura, o ministro assinalou o esforço que o governo está fazendo esforço para ajudar a população durante a fase de distanciamento social – medida que visa evitar maior contágio do novo coronavírus –, em especial junto a aposentados, beneficiários do programa Bolsa Família e trabalhadores informais.

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    O ministro da Economia lembrou que já foram anunciadas medidas para garantir a manutenção de emprego e também para dar crédito às empresas. Segundo Guedes, o pacote de medidas anunciadas na última semana é maior do que o orçamento de gastos que estava previsto para todos os ministérios em 2020. A decisão assinala uma mudança na política econômica que, antes da crise provocada pelo novo coronavírus, era centrada no controle fiscal, na redução de despesas e na diminuição do déficit público.

    – Trocamos o eixo de atuação de reformas estruturantes para o eixo de medidas emergenciais, que confirmam nosso pacto federativo – disse o ministro.

    Conforme Guedes, o país neste momento fura a onda da pandemia com medidas de proteção e isolamento social, e no momento seguinte terá de furar uma segunda onda, de natureza econômica, por causa da paralisação das atividades em diversos segmentos, e em especial no comércio.

    – Vamos atravessar essas ondas juntos – disse.

    Mantendo um tom positivo, Paulo Guedes garantiu crédito e reforçou a necessidade de manter o fluxo de pagamentos das despesas constantes das empresas, como em serviços de abastecimento (água, luz, telefonia) e junto a fornecedores:

    – Não vamos interromper os fluxos de pagamentos.

    Na visão dele, a interrupção atrapalharia a produção econômica:

    – Temos que manter respirando e oxigenada a economia brasileira. Podemos renegociar tudo, mas não podemos desorganizar a rede de pagamento.

    Paulo Guedes pediu união e apoio dos empresários:

    – Se do ponto de vista da saúde precisamos do isolamento, o que é contra a nossa natureza afetiva (...), do ponto de vista de rede de produção, essa capilaridade não pode ser perdida.

    Segundo ele, “um pode salvar o outro. Não podemos soltar as mãos uns dos outros”, concluiu.

    O Ministério da Economia se reuniu nos últimos dias com cerca de 190 associações e recebeu mais de uma centena de pedidos e sugestões para contornar a crise econômica.

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