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    Tragédia

    Peritos analisam aquecedor, cozinha e fogão do apartamento onde catarinenses morreram no Chile, diz jornal 

    Investigações buscam encontrar as causas do suposto vazamento de gás 

    23/05/2019 - 10h34 - Atualizada em: 23/05/2019 - 12h55

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    Por Guilherme Simon
    Apartamento em que a família estava fica no Centro de Santiago
    (Foto: )

    Peritos chilenos investigam as causas do vazamento de gás que matou cinco catarinenses dentro de um apartamento em Santiago na tarde desta quarta-feira (22). Em entrevista ao jornal La Nación, o responsável pela investigação, Carlos Albornoz, afirmou que a análise está focada na calefação, na cozinha e no fogão.

    Ao jornal chileno, Carlos Albornoz também informou que os detetives da Brigada de Homicídios já colheram depoimento do dono do apartamento, que foi locado pela família através do aplicativo Airbnb. Os investigadores também conversaram com vizinhos do prédio.

    A polícia confirmou ainda que as mortes foram descobertas às 17h desta quarta no horário chileno (18h no Brasil) e que a família havia chegado a Santiago no último domingo (19). Os bombeiros foram ao prédio depois que um alerta foi dado pelo vice-cônsul brasileiro, Ezequiel Gerd. Ele recebeu um pedido urgente de ajuda de um membro da família das vítimas.

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    Sobre o caso

    Seis turistas brasileiros morreram em um apartamento na cidade de Santiago, no Chile. Segundo a polícia local, eles teriam inalado gás, supostamente monóxido de carbono. Entre as vítimas estão cinco catarinenses: um casal de Biguaçu, na Grande Florianópolis, os dois filhos, e mais outro casal formado por um catarinense e uma mulher de Goiânia.

    A identidade das vítimas foi confirmada pela família. Morreram o casal Fabiano de Souza, 41 anos, e Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos; e os filhos Karoliny Nascimento de Souza, que completaria 15 anos nesta semana, e Felipe Nascimento de Souza, 13. A família morava em Biguaçu. A prefeitura do município emitiu nota lamentando a tragédia e decretou luto oficial de três dias.

    Além deles, também morreram Jonathas Nascimento Kruger, 30 anos, que também é catarinense e é irmão de Débora, e a esposa dele, Adriane Krueger, que é de Goiânia. O casal morava na cidade de Hortolândia, em São Paulo.

    Suspeita de vazamento de gás

    Quando a polícia entrou no local, notou que todas as janelas estavam fechadas. A suspeita é que isso teria provocado a grande concentração do gás no apartamento. A informação foi passada pelo comandante Rodrigo Soto à imprensa local.

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