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    Pescadores de São Francisco do Sul foram mortos por asfixia, diz polícia

    Os corpos estão passando por perícia no IML de Joinville

    15/11/2019 - 10h39 - Atualizada em: 16/11/2019 - 21h30

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra movimentação no resgate dos corpos
    Corpos foram encontrados na manhã de quinta-feira
    (Foto: )

    A causa da morte dos pescadores de São Francisco do Sul que desapareceram no mar no sábado, 9, e foram encontrados na quarta-feira, 13, foi asfixia. A informação foi confirmada pelo delegado Weydson da Silva, da Polícia Civil de São Francisco do Sul e responsável pela investigação do caso, após análise dos profissionais do IML.

    — As fitas que foram passadas pelas cabeças deles é que causaram asfixia, antes de serem jogados no mar — explicou o delegado.

    Lucio Alexandre Caetano dos Santos, Wilson Estevão Suzena e Adilson Santos haviam saído de barco do bairro Paulas, em São Francisco do Sul, por volta das 18 horas de sexta. AN verificou que Lucio e Adilson eram associados à Colônia de Pesca Z 2, de São Francisco do Sul — Lucio integrava a associação desde 1996 e Adilson, desde 2006. Todos são moradores de São Francisco do Sul e tinham feito o último contato com familiares por volta de 20h15.

    Quando foram encontrados, na manhã de quarta, os três estavam boiando na Baía da Babitonga com os braços e pernas amarrados e amordaçados. Um deles ainda estava amarrado no motor da embarcação que havia sido usada por eles para irem ao mar.

    A Polícia Civil trabalha na investigação desde a tarde de quinta-feira. De acordo com o delegado Weydson, a polícia tenta reunir o maior número de informações para reconstituir os últimos passos dos homens também nos dias que antecederam o crime, além dos momentos após o último contato com a família na noite de sexta-feira.

    — Estamos tentando fazer o trajeto provável, com a ajuda da Marinha, solicitando também informações de outros órgãos que possam nos auxiliar. Mas como se trata de embarcação de pequeno porte e que não tinha o acompanhamento por GPS ou órgão que fiscalizasse, isso acaba dificultando demasiadamente — ressalta.

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