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    Petrobras vai aumentar preço do gás industrial e de cozinha 

    Botijões de até 13 kg terão aumento de 4,8% a 5,3% 

    22/10/2019 - 07h52 - Atualizada em: 22/10/2019 - 08h11

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    Por Folhapress
    Botijões de até 13 kg terão aumento de 4,8% a 5,3%
    Política de subsídio na venda do gás de cozinha que vinha sendo praticada pela Petrobras foi encerrada em agosto
    (Foto: )

    A Petrobras irá reajustar o valor do gás liquefeito de petróleo (GLP), tanto industrial quanto residencial (gás de cozinha), a partir desta terça-feira (22). O Sindigás, sindicato das distribuidoras, informou que suas associadas foram comunicadas pela Petrobras sobre o aumento.

    No caso do GLP, os botijões de até 13 kg terão aumento de 4,8% a 5,3%. O GLP industrial (embalagens acima de 13 kg) deverá subir entre 2,9% e 3,2%, de acordo com a região.

    Ainda de acordo com o Sindigás, o preço do GLP empresarial e do GLP residencial estão praticamente iguais. O sindicato afirma que isso "é um bom sinal para o mercado".

    O governo do presidente Jair Bolsonaro acabou, em agosto, com a política de subsídio na venda do gás de cozinha que vinha sendo praticada pela Petrobras. O término se deu por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se tornará permanente a partir de março de 2020.

    Com o fim da vantagem competitiva da estatal, o governo considera que concorrentes vão se mobilizar para importar o GLP, a exemplo do que fez a Copagas, que passou a importar diretamente da Bolívia para atender o Mato Grosso.

    Com a resolução, o governo pretende manobrar 37% da composição do preço, incluindo tributos e margens de lucro na cadeia de produção e distribuição. Isso deve levar a uma redução de preço para o consumidor, na avaliação do governo.

    Estimativas iniciais indicam que, com a entrada de novos competidores, o preço do gás de cozinha deve cair de R$ 23 na refinaria para cerca de R$ 16.

    A política de redução de preço para os botijões de 13 kg pela Petrobras vigorava desde 2005 e foi instituída no governo do ex-presidente Lula para ajudar as famílias de baixa renda.

    No entanto, o ministro considera que essa política distorceu preços sob o pretexto de ajudar a baixa renda que hoje paga cerca de R$ 90 por um botijão de gás.

    Dados do ministério mostram que cerca de 70% do gás de cozinha é vendido em botijões de 13 kg, volume muito acima do que seria consumido se somente a baixa renda utilizasse esse insumo.

    Para o governo, no passado, essa política se justificava porque a diferença entre o preço do gás produzido internamente e o importado era grande. Hoje, essa diferença seria de cerca de 5%.

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