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PF mira líder do governo Bolsonaro no Senado e faz buscas no Congresso

Agentes cumprem mandados nos gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do filho dele, deputado Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE)

19/09/2019 - 11h20 - Atualizada em: 19/09/2019 - 11h28

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Por Agência Brasil
Senador Fernando Bezerra Coelho é um dos alvos da operação da Polícia Federal
Senador Fernando Bezerra Coelho é um dos alvos da operação da Polícia Federal
(Foto: )

Policiais federais estão desde as primeiras horas desta quinta-feira (19) no Senado e na Câmara dos Deputados, em Brasília. Os agentes estão cumprindo mandados de busca e apreensão nos gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do filho dele, deputado Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE).

Ambos são investigados por irregularidades em obras da transposição do Rio São Francisco no período em que Bezerra foi ministro da Integração Nacional, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Em nota, o advogado de defesa André Callegari, afirmou que as medidas se referem a "fatos pretéritos" e que a justificativa seria a "a atuação política e combativa do senador".

— Causa estranheza à defesa do senador Fernando Bezerra Coelho que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação. A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal — disse a defesa.

Polícia Federal realiza buscas no gabinete do senador e líder do governo Fernando Bezerra Coelho.
Polícia Federal realiza buscas no gabinete do senador e líder do governo Fernando Bezerra Coelho.
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A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho acrescentou que a Procuradoria Geral da República opinou contra a busca, afirmando taxativamente “que a medida terá pouca utilidade prática”.

Ainda assim, segundo o advogado, o ministro Luís Roberto Barroso a deferiu.

— Se a própria PGR - titular da persecutio criminis (persecução do crime) - não tinha interesse na medida extrema, causa ainda mais estranheza a decretação da cautelar pelo ministro em discordância com a manifestação do MPF — destacou Callegari.

Ele disse que a defesa seguirá firme no propósito de demonstrar que as cautelares são extemporâneas e desnecessárias.

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