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Sequestro em Ilhota

"Planejei tudo acompanhando o garoto pelo Facebook", diz o mentor do sequestro em Ilhota

Homem foi detido em Brusque na manhã desta terça-feira

03/06/2014 - 19h45 - Atualizada em: 16/09/2014 - 10h02

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Por Redação NSC
Com quatro mandados de prisão em aberto, Peterson foi o principal mentor do sequestro. Ao lado dele, a companheira Rosicleide
Com quatro mandados de prisão em aberto, Peterson foi o principal mentor do sequestro. Ao lado dele, a companheira Rosicleide
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Peterson da Silva Machado, 30 anos, é conhecido da polícia por participar de assaltos na região de Criciúma e Tubarão. Ficou preso por um ano e sete meses. Com quatro mandados de prisão em aberto, Peterson foi o principal mentor do sequestro de um menino em Ilhota. De acordo com a Polícia Civil, houve um hiato na vida dele entre 2010 a 2013. No último ano, ele mudou-se para Penha e conheceu Rosicleide que é suspeita de estelionato, conhece muito bem o ramo têxtil da cidade e foi quem arquitetou o crime para ele executar. E o Facebook teve papel fundamental nesse processo.

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Assista ao vídeo:

Como você planejou o crime?

Peterson da Silva Machado - Sabia que a empresa dos pais do Angelo era forte em Ilhota. Vi também que eles usavam mulheres famosas nos outdoors e sabia que eles tinham dinheiro. Comecei a descobrir pelo Facebook onde o filho estudava e o que o pai dele fazia e então decidi sequestrar o garoto. Falei para minha esposa que queria um tempo, me separei dela e comecei a investigar a família. Sabia que se eu pedisse R$ 500 mil eles teriam. Planejei tudo acompanhado ele pelo Facebook. Lá tem tudo da vida deles, tem até foto de dentro da casa família. Levei uns 10 dias para planejar tudo e fiquei três dias em Ilhota acompanhando a vida da família.

Como vocês abordaram o garoto?

Machado -Conheci esse casal há alguns dias para participar do crime junto comigo. Vi o menino no colégio dele em Gaspar e na quinta-feira à noite ficamos na frente da casa da família. Esperamos o menino voltar dentro do carro e o chamamos. Falamos que era um jogo, que ele não precisava se assustar e que o pai dele sabia de tudo. Avisei a ele que ele ficaria uma semana com a gente.

O que vocês faziam com o garoto no cativeiro?

Machado - No cativeiro, ele comia arroz e feijão, bebia, cantava rap e assistia a desenhos. Combinamos entre a gente de não falar nada pesado a ele e conversávamos apenas sobre o jogo que estávamos jogando, mas na vida real

E ele perguntava sobre a família dele?

Machado -Perguntava. Eu dizia que estava tudo bem e quando eu falava com eles falava ao menino que eles tinham mandado um beijo.

Quando vocês viram que não ia mais dar certo?

Machado - Na minha ideia era tudo muito simples. Pensei que apenas pegaria a criança, receberia o dinheiro e depois devolveria a família. Mas não foi assim que ocorreu. Profundamente, eu me arrependo bastante mesmo. Mas eu tenho muito dó da minha família. Da minha mãe, do meu pai e da minha esposa que não vai mais querer ficar comigo. Quando eu vi toda a família dele à espera, eu só não chorei porque ia ficar feio pra mim.

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