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Reforço para situações de risco

PM de Joinville cria primeira Companhia de Patrulhamento Tático do Estado

CPT está atuando na cidade desde novembro do ano passado e foi formalizada nesta sexta-feira

01/08/2014 - 17h06 - Atualizada em: 01/08/2014 - 17h10

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Por Redação NSC
Inauguração oficial da Companhia de Patrulhamento Tático
Inauguração oficial da Companhia de Patrulhamento Tático
(Foto: )

O patrulhamento tático - especializado para atuar em ocorrências de alto risco - existe dentro da Polícia Militar de Santa Catarina desde a década de 1980. Ao longo do tempo, o tático recebeu diferentes nomenclaturas e a partir de 2001 as equipes foram padronizadas como Pelotões de Patrulhamento Tático. Esses pelotões existem dentro dos principais batalhões do Estado.

Como em Joinville havia a necessidade de atender a dois batalhões (8º e 17º), a PM percebeu a necessidade de criar a Companhia de Patrulhamento Tático (CPT), que é a primeira nesse formato em Santa Catarina. A CPT está atuando na cidade desde novembro do ano passado e foi formalizada com uma cerimônia que contou com a presença de familiares e autoridades da Segurança Pública na manhã desta sexta-feira.

-Havia a necessidade de unificar a doutrina de patrulhamento tático, com um comando único, voltado para o mesmo fim e com a mesma padronização-, destacou o comandante da CPT, capitão Celso Mlanarczyki.

Instalações

A CPT ganhou sede própria e está atuando nas imediações da antiga Escola Estadual Rui Barbosa, no bairro Bucarein. Segundo a secretaria de Desenvolvimento Regional, Simone Schramm, não havia mais demanda de atendimento naquela escola, por isso, o espaço foi cedido à PM.

Quando ainda era escola, a unidade chegou a ser interditada pela Vigilância Sanitária, e, desde então, não voltou mais a receber os alunos, que foram transferidos para outras unidades de ensino.

Ao assumir as imediações da escola, os policiais se comprometeram com a reforma e fizeram a adaptação das instalações. As paredes foram pintadas em tons camuflados e ganharam cara de sede militar.

Treinados para a linha de frente

Os policiais que pertenciam ao extinto PPT já recebiam treinamento operacional. Porém, com a criação da companhia, o efetivo de 61 policiais está se tornando ainda mais especializado. Ao longo de pouco mais de um mês, a reportagem do "A Notícia" acompanhou os treinamentos da CPT.

As abordagens são adversas. Vão desde ambientes confinados até áreas rurais. Há os treinamentos de tiro embarcado na viatura e tiro tático com armas longas como submetralhadoras, carabinas e fuzis. Os policiais também fazem treinamentos em mata fechada e em apoio à Defesa Civil, como em casos de enchente, por exemplo.

Os policiais da companhia são treinados para atuar na linha de frente de ocorrências de alto risco. Alguns dos casos citados pelo capitão Celso estão o controle civil, as reintegrações de posse, rebeliões em estabelecimentos prisionais e estádios. A CPT é convocada, principalmente, para atender a ocorrências que envolvem risco de confronto.

-Quando os policiais que estão trabalhando no policiamento ostensivo se deparam com uma ocorrência de grande risco e identificam que pode haver um agravamento, eles acionam a companhia. Mas, a própria Central de Emergências pode identificar a natureza da ocorrência e acionar a CPT para atuar nesse tipo de situação.

CPT saindo do batalhão para cumprir mandado de prisão em Garuva

Operação planejada em Garuva

Além dos treinamentos, a reportagem do "AN" acompanhou uma operação de cumprimento de mandados de prisão por homicídio, no início de junho, em Garuva. A ação, que contou com a participação de 20 policiais, envolveu a CPT e o Serviço de Inteligência da Polícia Militar.

A equipe se reuniu na sede da companhia durante a madrugada, enquanto a cidade ainda dormia. Para cumprir a missão com êxito, cada detalhe foi planejado e treinado com antecedência com a finalidade de garantir a segurança dos policiais e daqueles que seriam abordados nas residências logo pela manhã.

No momento da ação, os policiais da companhia se posicionaram à frente dos demais e foram os primeiros a entrar nas duas casas alvos da operação.

Após anunciar a presença policial, eles fizeram a abordagem e prenderam os suspeitos. Nenhum deles reagiu. Além da prisão, os policiais cumpriram mandados judiciais de busca e apreensão. Cinco munições de calibre 9mm, de uso restrito, foram encontradas em uma das residências.

Paramédicos presentes nas ocorrências

A Companhia de Patrulhamento Tático também é responsável pela equipe de paramédicos. Os socorristas sempre acompanham as operações especiais a bordo de uma ambulância.

Eles normalmente são acionados para fazer o atendimento médico em ocorrências em que há vítimas de confronto. Os socorristas são, antes de tudo, policiais, por isso estão preparados para enfrentar o ambiente hostil.

Segundo o capitão Celso, todos os integrantes da companhia são capacitados para atuar tanto na área de patrulhamento tático quanto no atendimento pré-hospitalar.

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