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Violência na mata

"Podia ter acabado em tragédia", diz ambientalista Mirian Prochnow

Mulher que fotografava pássaros registrou a ação de suposto caçador

06/08/2013 - 20h13

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Por Redação NSC
Wigold Bertoldo Schaffer negocia com homem que atacou ele e a esposa na mata em Atalanta
Wigold Bertoldo Schaffer negocia com homem que atacou ele e a esposa na mata em Atalanta

Conselheira da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) relatou os momentos de violência vividos ao lado do marido, Wigold Bertoldo Prochnow, na manhã de domingo, no Alto Vale.

Diário Catarinense - O que ocorreu na mata?

Miriam Prochnow - Meu marido sempre anda um pouco à frente para fotografar flagrantes. De repente ouço ele gritar: ?Socorro, Miriam?. Escuto um tiro, e não ouço mais nada. Chamo pela nossa filha e digo para ela ir buscar a polícia, porque o pai estava baleado, e tento ir ao local. Quando eu cheguei, vi que não tinha acontecido o pior, mas eles estavam brigando no chão. Aí eu fiz fotos, e quando ele (o suspeito) viu que eu tinha fotografado veio para cima de mim tentar tirar a minha máquina. Nisso o Wigold se recuperou. Acabamos ficando reféns dele por uns 20 minutos.

DC - Você se sentiu um alvo?

Miriam - Poderia ter sido muito mais trágico. Felizmente não foi, mas revela um problema ambiental bastante forte aqui no Alto Vale, que é a caça. E os caçadores de hoje não são mais aqueles senhores. São jovens voltando à pratica da caça, com equipamentos cada vez mais sofisticados, camuflados. Na caça, os animais não têm chance de defesa, não têm máquina fotográfica para servir de barganha.

DC - Você acha que essas pessoas têm um limite?

Miriam - Esse tipo de caça de hoje é muito mais prejudicial porque não tem limite. Não precisam da caça para alimento. Fazem porque gostam. Isso é até um desvio de comportamento, porque eu não consigo entender que uma pessoa possa ter prazer em matar um animal indefeso.

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