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    Santiago

    Polícia chilena vasculha dioceses de Temuco e Villarrica após denúncias de abusos sexuais

    13/07/2018 - 20h03

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    AFP
    Por AFP

    A polícia e a promotoria chilenas vasculharam nesta sexta-feira as dependências das dioceses de Temuco e Villarrica, na região de Araucanía (sul), em razão de denúncias de abusos sexuais no seio da Igreja, informaram as autoridades.

    A investigação, realizada pela Brigada de Crimes Sexuais e liderada pelo promotor Ítalo Ortega, foi iniciada em 19 de junho passado, para esclarecer denúncias de abusos sexuais contra cinco religiosos, segundo a imprensa local.

    A batidas em Temuco e Villarrica ocorreram após a negativa dos respectivos bispos de entregar a informação solicitada pela promotoria.

    De acordo com a imprensa chilena, a documentação encontrada corresponde a denúncias, investigações prévias e investigações em curso, assim como material enviado à Congregação para a Doutrina da Fé a partir de 2000.

    Fontes ligadas à promotoria revelaram que os policiais levaram computadores e documentos.

    Em 22 de junho passado, o bispo de Temuco, Héctor Vargas, se reuniu com o Procurador Regional de La Araucanía, Cristián Paredes, para analisar estes casos, segundo o jornal La Tercera. Do encontro também participaram o vigário judicial da diocese e Ortega.

    Também nesta sexta-feira, o conhecido sacerdote Oscar Muñoz foi preso preventivamente por determinação de um tribunal da cidade de Rancagua (sul), acusado de abuso sexual e violação de pelo menos sete menores.

    Muñoz, que tinha sido detido na quinta-feira em Santiago, foi transferido para a cidade de Rancagua (120 km ao sul de Santiago), onde um tribunal ordenou sua prisão preventiva por 180 dias enquanto dura a investigação judicial deste novo caso de pedofilia que aprofunda a crise na Igreja chilena, devido aos reiterados escândalos sexuais que a atingiram.

    O padre, que ocupou cargos de responsabilidade no Arcebispado de Santiago nos últimos sete anos e foi braço direito do cardeal da capital, Ricardo Ezzati, pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

    A Igreja chilena tem sido atingida por escândalos de abusos contra menores, cometidos por dezenas de sacerdotes, que levaram o papa Francisco a criticar duramente o tratamento da hierarquia eclesiástica chilena às denúncias de pedofilia. Em maio passado, o papa convocou um grupo de bispos chilenos ao Vaticano, onde, apresentaram sua renúncia em bloco.

    * AFP

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