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Investigação

Polícia Civil aguarda perícia nos freios e no tacógrafo do ônibus acidentado em Alfredo Wagner

Primeiro laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) deverá ficar pronto em cerca de 10 dias

11/01/2015 - 17h06 - Atualizada em: 11/01/2015 - 18h34

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Por Redação NSC
IGP analisa pontos de colisão durante a queda do ônibus
IGP analisa pontos de colisão durante a queda do ônibus
(Foto: )

A Polícia Civil iniciou investigação do acidente em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, que matou nove pessoas e deixou 33 feridas na madrugada deste domingo, quando um ônibus da Reunidas caiu em uma ribanceira na BR-282.

- Tentamos identificar se houve falha mecânica, como uma possível pane nos freios, ou se houve falha humana. Colhemos informações com pessoas que ajudaram no socorro às vítimas, analisamos o local do acidente com o Instituto Geral de Perícias (IGP) e vamos pedir a perícia no ônibus e ouvir todas as vítimas - detalha o responsável pela delegacia Vanderlei Kanopf.

Confira a lista de mortos identificados pela PRF de SC

Veja a lista de pessoas que ficaram feridas no acidente

O trabalho da perícia, segundo Kanopf, é essencial para a conclusão do inquérito policial. É o IGP que vai traçar como foi a saída de pista e a queda do ônibus na ribanceira e detalhar se houve, por exemplo, frenagem ou não.

O perito criminal e gerente mesorregional do IGP de Lages, Rafael Gazola, afirma que o IGP realizou a análise criminalística no local logo após o acidente.

- Levantamos vestígios das condições da via, marcas de frenagem, pontos de possível colisão durante a queda e danos do veículo - detalha.

Freios e tacógrafo serão periciados

A Polícia Civil ainda vai solicitar a perícia nos freios e no tacógrafo do veículo e acredita que terá algumas respostas em 10 dias. O IGP confirma que com o pedido da polícia, um laudo estará pronto neste prazo.

- Porém, o trabalho final deverá ficar pronto em 30 ou até 60 dias devido a complexidade do acidente - afirma o gerente do IGP.

Outro foco da Polícia Civil será ouvir as vítimas. Serão enviadas cartas precatórias (pedidos) para os municípios de origem de cada uma delas para que elas sejam ouvidas e enriqueçam o inquérito policial.

- Essa deve ser a parte mais demorada. Temos 30 dias para finalizar o inquérito, mas provavelmente este prazo será prorrogado. Como a maioria das vítimas é do Rio Grande do Sul, precisamos nos deslocar ou esperar que as delegacias de lá tomem o depoimento delas - afirma o agente Kanopf.

Entenda o acidente:

Ônibus começou viagem na Argentina

O ônibus partiu de Posadas, na Argentina, às 11h de sábado. Era um carro extra, disponibilizado pela empresa para viabilizar que gaúchos usufruíssem da passagem comprada até Florianópolis. O veículo seguiu viagem atrás do que fazia a linha principal, que estava lotado.

O coletivo, um veículo simples (um eixo traseiro e apenas um andar), estava praticamente vazio, segundo informou Vinícius Marins, advogado da empresa Reunidas. Os primeiros passageiros ingressaram em São Borja. A viagem prosseguiu até Passo Fundo, onde chegou às 21h30min de sábado e recebeu a maior parte dos passageiros.

A empresa Reunidas informou que está se mobilizando para prestar assistência às vítimas e familiares. Para os parentes que buscam informações sobre o acidente, a empresa disponibiliza o telefone (49) 3561-5591.

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