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Crime

Polícia Civil indicia 46 pessoas em operação contra o tráfico de drogas na região de Garopaba

Inquérito tem mais de 2,6 mil páginas, segundo os policiais

10/01/2019 - 10h04 - Atualizada em: 10/01/2019 - 11h11

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Redação
Por Redação DC
Segundo a polícia, 32 pessoas foram presas e outras 12 seguem foragidas
Segundo a polícia, 32 pessoas foram presas e outras 12 seguem foragidas
(Foto: )

A Polícia Civil indiciou 46 pessoas na Operação All In, que investiga a ação de uma quadrilha especializada em tráfico de drogas, na região de Garopaba, no Sul de Santa Catarina. A investigação de 14 volumes e 2.677 páginas foi encaminhada à Justiça no dia 7 deste mês. A ação policial que desencadeou o indiciamento foi deflagrada no dia 22 de novembro.

Na ocasião, os agentes cumpriram cerca de 100 procedimentos judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Conforme a Polícia Civil, 32 pessoas foram presas. Outras 12 são consideradas foragidas.

Os indiciados podem responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, receptação de veículo, porte ilegal de arma e munição de uso restrito e organização criminosa.

Com o indiciamento, caberá ao Ministério Público analisar todas as provas e decidir se oferece ou não à Justiça as denúncias contra as pessoas citadas no inquérito. Caso a denúncia seja feita, o juiz responsável deverá decidir se recebe o processo. Se essa etapa acontecer, os suspeitos passam a ser réus em uma ação penal, onde vão responder pelos crimes citados.

Relembre a operação

A Operação All In apurou a existência de uma quadrilha especializada no crime de tráfico de drogas. O caso começou a ser investigado em fevereiro de 2018, quando a Polícia Civil prendeu um homem que portava 22 quilos de maconha.

Depois da prisão dele, os policiais começaram uma série de novas apreensões, que foram possíveis a partir da análise do celular do homem. Em uma semana, os policiais retiraram 2,85 toneladas de maconha de circulação.

No mesmo aparelho, os policiais encontraram fotos de suspeitos enterrando malas de dinheiro. Também foi encontrada a informação de que, dois dias antes de ser detido, o homem estava com sacolas de dinheiro com cerca de R$ 600 mil em espécie, que foram encaminhados para o pagamento de fornecedores de drogas.

Os policiais ainda descobriram movimentações financeiras de contas bancárias que recebiam depósitos mensais de R$ 100 mil, em média. Em menos de cinco meses, essas contas movimentaram mais de R$ 1,2 milhão.

No dia da operação, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu um homem suspeito de ser o principal fornecedor de drogas do estado vizinho. Os policiais encontraram indícios de que ele estava prestes a montar uma pousada na Praia do Rosa, em Imbituba, com o objetivo de lavar o dinheiro do tráfico.

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