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Investigação

Polícia Civil vai pedir prisão dos suspeitos de envolvimento na morte de turista gaúcha na Papaquara

Três homens envolvidos no crime já foram identificados 

02/01/2017 - 17h04 - Atualizada em: 02/01/2017 - 17h19

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Por Redação NSC
Carro onde estava Daniela foi atingido com um tiro na madrugada do dia 1º de janeiro
Carro onde estava Daniela foi atingido com um tiro na madrugada do dia 1º de janeiro
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A Polícia Civil de Santa Catarina já identificou os três suspeitos de envolvimento na morte da turista gaúcha Daniela Scotto de Oliveira Soares, 38 anos, na madrugada de domingo, na comunidade do Papaquara, no norte da Ilha, em Florianópolis. De acordo com o diretor de polícia da Grande Florianópolis, Verdi Furlanetto, o relatório de investigação está sendo concluído e nas próximas horas deve ser protocolado um pedido de prisão dos suspeitos. Furlanetto acrescenta que ainda não há definição se será um pedido de prisão preventiva ou temporária. Também será protocolado o pedido de um mandado de busca e apreensão no local de residência dos suspeitos na comunidade.

Morador relata que há toque de recolher em comunidade onde morreu turista

Ainda segundo Furlanetto, a Polícia Civil já identificou o autor do disparo que acertou a cabeça de Daniela. O delegado afirma que a hipótese mais provável é que tenha ocorrido um disparo a esmo, possivelmente para assustar os passantes.

— Não houve um combate com outro grupo criminoso, isso ficou bem claro. Se houvesse isso, teriam sido efetuados muito mais disparos — afirma.

Turista morta em Florianópolis casou há nove meses e planejava ter filhos

Furlanetto confirmou ainda a presença de pessoas armadas andando pela comunidade do Papaquara, assim como ocorre em outras localidades da Capital. Segundo ele, há divisão entre facções na região do crime, porém a investigação indica que não houve conflito no momento da morte de Daniela.

O delegado ainda fez coro à declaração do secretário de Segurança Pública, César Grubba, de que a morte de Daniela foi uma fatalidade.

— Não tenho dúvida de que foi uma fatalidade, uma fatalidade que ocasionou uma tragédia a uma família de turistas — disse.

A Polícia Militar continuou o cerco à comunidade do Papaquara nesta segunda-feira, dia seguinte à morte de Daniela.

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Emoção e homenagens na despedida

Durante toda a manhã, dezenas de parentes, amigos e alunos de Daniela, que era professora de yoga, foram ao Cemitério Ecumênico Cristo Rei, em São Leopoldo, para prestar as últimas homenagens à gaúcha. Emocionados e ainda surpresos como ocorrido, muitos se mostravam inconformados com a morte repentina da gaúcha:

— A Dani e o Felipe (marido) planejavam ter filhos, haviam construído um estúdio de yoga que estava dando super certo. Já tinham planos também de mudar o estúdio para um lugar maior. Eles estavam em um ótimo momento de vida, não dá pra acreditar — comentou o amigo Manolo Machado.

Daniela era professora de ioga em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre
Daniela era professora de ioga em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre
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Minutos antes do enterro, que ocorreu às 11h, um amigo do casal, que já havia feito a cerimônia de casamento de Daniela e Felipe, pronunciou algumas palavras sobre a vítima e pediu para que todos os presentes repetissem "Djhay Dani", expressão da cultura védica que significa "tudo que há de bom".

Natural de Porto Alegre, Daniela morava atualmente com o marido em Sapucaia do Sul, na região Metropolitana da Capital gaúcha.

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