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    Operação Manobra de Osler

    Polícia Federal faz operação por suspeita de irregularidades em clínica de Chapecó

    Segunda fase da Operação Manobra de Osler cumpre cinco mandados de busca e apreensão em uma clínica de recuperação auditiva da cidade

    09/02/2017 - 07h59 - Atualizada em: 09/02/2017 - 19h29

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    Por Redação NSC
    Clínica de reabilitação auditiva em Chapecó foi alvo de mandado de busca e apreensão. Foto: Rafael Juncks - RBSTV
    Clínica de reabilitação auditiva em Chapecó foi alvo de mandado de busca e apreensão. Foto: Rafael Juncks - RBSTV

    Policiais federais realizam na manhã desta quinta-feira a 2ª fase da Operação Manobra de Osler, que investiga pagamentos por exames e procedimentos desnecessários ou que sequer teriam sido feitos em uma clínica de Chapecó, no Oeste catarinense, e outras duas de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Cinco mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. Também são alvos da operação as residências de administradores das empresas, em Chapecó e Curitiba. Segundo o Ministério Público, o volume de recursos destinados a apenas uma dessas clínicas foi de quase R$ 3 milhões em 2016.

    As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal, atendendo pedido do Ministério Público Federal. A decisão da 1ª Vara Federal de Chapecó aponta a existência de indícios dos crimes de peculato, dispensa indevida de licitação, falsidade ideológica e associação criminosa.

    Essa nova etapa da operação decorre do aprofundamento das investigações, iniciadas em 2015, a partir da análise dos elementos colhidos nas buscas e apreensões realizadas em novembro de 2016 na Secretaria Municipal de Saúde, numa clínica de medicina hiperbárica, no Consórcio Intermunicipal de Saúde de Chapecó (CIS-AMOSC) e na residência e empresas dos envolvidos.

    Na ocasião, foi determinada a suspensão cautelar do exercício de qualquer função pública pela ex-secretária de saúde de Chapecó Cleidenara Weirich (PSD), que foi a vereadora eleita mais votada da cidade em outubro e está impedida de assumir. A mesma sentença foi dada ao então diretor executivo do CIS-AMOSC.

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