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    Estelionato

    Polícia investiga suposto golpe que estaria sendo aplicado dentro do Husm

    Duas mulheres relataram que receberam telefonemas de pessoas que diziam ser médicos do hospital pedindo dinheiro para marcar exames e cirurgias

    22/10/2015 - 10h49 - Atualizada em: 22/10/2015 - 11h14

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    A 4ª Delegacia de Polícia Civil de Santa Maria está investigando um suposto golpe que pode estar sendo aplicado dentro do maior hospital público da Região Central do Estado, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm).

    Duas mulheres registraram ocorrência informando que receberam telefonemas de pessoas que dizem ser médicos do Husm e cobravam para realizar exames e cirurgias. O Husm também abriu sindicância para investigar as suspeitas.

    A reportagem é de Alice Pavanello, da RBS TV Santa Maria.

    O primeiro caso envolve uma babá de Santa Maria. Segundo ela, seu filho morreu em 2013, dias depois de nascer. No último domingo, conta a babá, um homem ligou dizendo ser do hospital e informando que seu filho precisava de uma transfusão de sangue urgente.

    - Eles disseram que meu filho estava vivo. Eu fui até o Husm pelas 5h, no domingo e tinha uma pessoa me esperando. Ela me levou para uma sala onde havia oito pessoas que disseram que ele precisava de uma transfusão de sangue e de um transplante de coração - afirmou a babá Priscila Dias à reportagem da RBS TV.

    Conforme a babá, as pessoas se apresentaram como diretores e médicos do hospital e disseram que o filho dela estava vivo e teria sido trocado na maternidade. Priscila contou à reportagem que respondeu que faria a doação de sangue se pudesse ver a criança, mas o grupo não aceitou. No outro seguinte, disse a babá, o grupo mandou para o celular dela uma foto que seria a do bebe. E fez um novo telefonema com outro pedido de dinheiro.

    - Pediram R$ 70 mil para entregar a criança - disse a babá.

    Conforme Priscila, na última terça-feira, ela e o marido desconfiaram que se tratava de um golpe e procuraram a polícia para registrar ocorrência.

    - A pessoa que fez isso, ligou de lá, tinha foto de um bebê lá de dentro, tinha acesso a todas as informações do caso, sabiam de tudo lá - afirmou o vigilante Alcir da Silva, marido de Priscila.

    Ao procurar a Polícia Civil para entender o caso, a reportagem descobriu que outra mulher registrou uma ocorrência relatando ser vítima do mesmo golpe. A mulher contou à RBS TV que sua irmã está internada na UTI do Husm e que, na semana passada, ela recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como médico e dizia que a irmã precisava fazer um exame com urgência. Para isso, ela precisaria pagar R$ 3 mil

    - Cheguei a conferir a agência de depósito. Confirmamos que era de Rondonópolis. Daí se pensou na possibilidade de estelionato. Eu cheguei a acreditar mesmo porque a gente se envolve e tá assim fragilizada pela doença - relatou a mulher.

    A assessoria do Husm confirma que esse caso chegou ao conhecimento da Ouvidoria do hospital, que teve contato com a mulher e orientou que nada fosse pago, que todos os serviços do Husm são gratuitos.

    Na manhã desta quinta-feira, o Husm entregou à polícia as imagens das câmeras de segurança correspondentes ao dia que a babá e o marido relataram ter estado no Husm. Conforme a assessoria do hospital, o casal não aparece em nenhuma sala do Pronto-Socorro, onde indicou ter estado.

    Conforme o delegado Antônio Firmino, que investiga o caso, as imagens serão analisadas e vai pedir a quebra de sigilo telefônico da babá e da pessoa que efetuou as ligações.

    - Primeiro, vamos verificar se há um caso de estelionato tentado, se há participação de funcionários do Husm ou verificar a possibilidade de uma venda de bebês - confirmou o delegado.

    O Husm abriu sindicância interna para acompanhar o caso e informou as suspeitas à Polícia Federal, que irá analisar o caso e ver se irá investigar.

    - Qualquer possibilidade vai ser apurada, vamos tomar todas as medidas inclusive com a polícia civil e federal, nossa intenção é esclarecer o caso - afirmou o gerente administrativo do Husm, João Batista Vasconcellos, à reportagem da RBS TV.

    Conforme a assessoria do Husm, em 2014, um caso semelhante chegou a ser cogitado e envolveria uma quadrilha do Mato Grosso. na época, nada ficou provado. Mesmo assim, o hospital espalhou cartazes alertando os pacientes que todos os serviços oferecidos são de graça.

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