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48 horas depois

Polícia prende em Palhoça suspeito de matar argentino em São José

Segundo a polícia, o homem estava na Praia de Fora e pretendia fugir

15/03/2019 - 09h07 - Atualizada em: 15/03/2019 - 17h34

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Por Leonardo Thomé
Por Mateus Boaventura
Gustavo Ariel Borgonzi, 50 anos, foi morto na terça-feira em São José
Gustavo Ariel Borgonzi, 50 anos, foi morto na terça-feira em São José
(Foto: )

A Polícia Civil prendeu o suspeito de matar o argentino Gustavo Ariel Borgonzi, 50 anos. Rafael Küchler, 34, é natural Canoinhas e foi preso em Palhoça, na noite de quinta-feira (14), por policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC). Ariel foi degolado e teve o órgão genital decepado com um estilete na terça-feira em São José.

O suspeito negou ter matado Ariel e desmentiu o depoimento de uma testemunha, que diz tê-lo visto saindo da casa. No início da tarde desta sexta, a Justiça atendeu o pedido da polícia e converteu a prisão de Küchler em preventiva. Ele foi levado para o complexo prisional da Agronômica, em Florianópolis.

As últimas 48 horas foram de intenso trabalho investigativo no sentido de tentar identificar o autor do crime que chocou o bairro Floresta, nas cercanias da agência dos Correios na BR-101. Responsável pela investigação, o delegado Manoel Galeno conta que a primeira pista foi o registro de um boletim de ocorrência feito por Ariel contra ele pelo furto de um celular, três anos atrás. Essa informação tornou-se o fio condutor da apuração.

— Também conseguimos impressões digitais na casa da vítima, o identificamos por câmeras de videomonitoramento em postos de gasolina e ruas, além do depoimento de testemunhas que o viram deixando a casa da vítima. Fora outras diligências que foram cumpridas — explica Galeno, para dizer que nas noites de terça e quarta-feira Küchler "quase foi preso".

No local da prisão, uma casa na Praia de Fora, em Palhoça, os policiais encontraram objetos que comprovariam a participação do suspeito no homicídio de Ariel, como uma mochila e uma bermuda da vítima — além de uma garrafa de whisky roubada da casa de Ariel. Um fato inusitado chamou atenção da investigação: o suspeito tem uma tatuagem igual ao desenho que ele fez na parede com o sangue do argentino.

— Ele tem uma tatuagem no braço esquerdo que é igual ao desenho feito na parede. Sobre a motivação, ele e a vítima mantinham um relacionamento amoroso, esporádico, mas contínuo há aproximadamente três anos. A vítima tinha vários parceiros, e um deles era o autor. Dá para perceber que ele (autor) tem traços de psicopatia, ele é muito frio — expõe o delegado.

Suspeito já tem passagens pela polícia

Segundo Galeno, o suspeito tem passagens pela polícia por tráfico de drogas, roubo e furto. Alguns objetos roubados da residência de Ariel ainda não foram encontrados, como um celular e um computador. O delegado também aguarda o resultado de laudos periciais que podem "corroborar" ainda mais o trabalho investigativo da polícia.

A reportagem não identificou nem localizou um advogado que represente o suspeito Rafael Küchler. Assim que conseguirmos, este espaço estará disponível para o contraponto.

Na entrevista coletiva concedida pelo delegado Galeno nesta sexta-feira, estavam presentes familiares de Ariel, que moram na Argentina, e o cônsul adjunto da Argentina no Brasil. A família da vítima não quis falar com a reportagem.

Morte aconteceu na segunda-feira

Assassino usou sangue da vítima para escrever na parede da casa de Ariel
Assassino usou sangue da vítima para escrever na parede da casa de Ariel
(Foto: )

A suspeita é que o argentino foi assassinado na noite de segunda-feira (11). Na cena do crime, havia um símbolo desenhando com o sangue da vítima (a polícia disse se tratar de um pentagrama, embora não pareça exatamente um), além de mensagens bíblicas e uma série de palavras "sem nexo", informou o delegado Galeno na quarta-feira.

Um vizinho encontrou o corpo após suspeitar que havia algo errado com o argentino, pois um homem foi visto deixando o local com uma garrafa de whisky. Ariel trabalhava em uma loja de materiais de construção no bairro Picadas do Sul, e não tinha passagens pela polícia.

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