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    Investigação 

    Polícia vai reconstituir últimos momentos de pescadores encontrados mortos na Baía da Babitonga

    Delegado responsável pelo caso falou sobre os passos da investigação na tarde desta quarta-feira 

    13/11/2019 - 20h09 - Atualizada em: 13/11/2019 - 21h05

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    Patrícia
    Por Patrícia Della Justina
    Bombeiros e Polícia Militar trabalharam na ocorrência em São Francisco do Sul
    Bombeiros e Polícia Militar trabalharam na ocorrência em São Francisco do Sul
    (Foto: )

    A Polícia Civil trabalha na investigação da morte dos três pescadores encontrados na manhã desta quarta-feira (13) em São Francisco do Sul. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Weydson da Silva, a polícia reúne o maior número de informações para reconstituir os últimos passos dos homens também nos dias que antecederam o crime.

    — Estamos tentando fazer o trajeto provável, com a ajuda da Marinha, solicitando também informações de outros órgãos que possam nos auxiliar. Mas como se trata de embarcação de pequeno porte e que não tinha o acompanhamento por GPS ou órgão que fiscalizasse, isso acaba dificultando demasiadamente — ressalta.

    Segundo o delegado, neste momento todas as hipóteses estão sendo consideradas e não há como concluir porque os familiares não puderam auxiliar com informações mais precisas sobre a rotina das vítimas. Dentre as possibilidades mais concretas, conforme a polícia, há a possibilidade de eles terem saído para praticar delitos patrimoniais durante a noite do último sábado.

    — Segundo as circunstâncias de localização dos corpos é de que eles saíram para praticar delitos patrimoniais durante a noite, teriam sido supostamente flagrados por vítimas que retalharam com a execução dos três. Isso pode ser desde furtos de bens móveis, pequenos ou até uma situação um pouco mais grave que seria de tráfico de drogas em embarcações de grande portes, já que dois deles foram encontrados vestindo roupas específicas para mergulho — explica.

    De acordo com o delegado, dois deles tinham passagens pela polícia em 2012 por situações distintas: um por posse de arma de fogo e outro por lesão e ameaça. Porém, conforme Weydson, as situações não têm vínculo com o motivo pelo qual eles foram mortos.

    A suspeita é de que vítimas tenham sido jogadas ao mar para afogamento

    Conforme o delegado Weydson, não havia marcas de disparo de arma de fogo ou arma branca nos corpos das vítimas. Os indícios levam a polícia a crer que eles tenham sido amordaçados e amarrados por fitas e jogados ao mar para afogamento.

    — Eles foram encontrados amordaçados com fitas na cabeça, pés e braços. Os corpos estavam envoltos em uma corrente com requinte de extrema crueldade na execução desses delitos — detalha Weydson.

    Os corpos foram encontrados em pontos distintos, dois em alto-mar e um em uma ilha próximo ao local da localização do barco já feita na manha de sábado (16).

    — A gente pede a colaboração da população que, por mais que sejam ilações ou suspeitas, que tragam para a policia civil que vamos verificar — solicita.

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