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Inconclusiva

Por falta de provas, morte de namorada de delegado no Sul de SC está sem explicação

Após mais de 60 dias, segue o mistério sobre quem é o autor da morte

27/04/2012 - 03h13 - Atualizada em: 27/04/2012 - 04h01

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Por Redação NSC

Mesmo com o reforço de policiais da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, a Polícia Civil não conseguiu, nos últimos dois meses, reunir provas para descobrir e apontar a autoria do assassinato de Ivonete Mezari Genuíno, 24 anos.

A jovem, ex-namorada do delegado de polícia de Araranguá, Jorge Giraldi, foi morta a tiros e o corpo encontrado no dia 23 de fevereiro em Balneário Arroio do Silva, Sul do Estado.

- O problema é que ainda não conseguimos provas. Mas a investigação continua - declarou o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D´Ávila.

O delegado afirmou que a polícia tem linha principal de apuração, mas esbarrou na falta de provas para incriminar alguém. Foram interrogadas mais de 40 pessoas no Sul do Estado e no Rio Grande do Sul. Sem indícios fortes, não foram feitos, por exemplo, pedidos de prisão.

Entre os ouvidos estão pessoas próximas de Ivonete e também novas amizades que ela havia feito em Tubarão, onde participou de um curso de vigilância patrimonial.

Assim que o assassinato foi registrado, divulgou-se no Sul que o próprio Giraldi atuaria na investigação da morte da ex-namorada. Mas, ele foi afastado da apuração e a cúpula da polícia decidiu mandar reforço policial pelo fato de a vítima ser alguém próxima ao delegado.

No começo, uma das linhas de investigação era de vingança ao delegado, conhecido na região pela postura forte de combate ao crime. No ano passado, Giraldi havia recebido uma carta anônima que informava de uma ameaça contra "alguém que gostava muito", mas a ligação entre as duas situações não chegou a indicar suspeitos.

O crime

O corpo de Ivonete foi encontrado por agricultores volta de 9h do dia 23 de fevereiro. Estava no banco do carona do seu carro, um Corsa, em uma plantação de eucaliptos perto da estrada geral da Praia da Meta, em Balneário Arroio do Silva. Ivonete foi atingida com quatro tiros, sendo três na cabeça.

No banco traseiro, na cadeirinha, estava uma criança, filha de Ivonete e do delegado Jorge Giraldi. A menina não sofreu violência, mas estava com marcas de picadas de mosquito. A suspeita é que o assassinato tenha ocorrido à noite.

Na região do crime foram encontradas duas armas num saco plástico. A perícia foi acionada para comparação de balística com os tiros no corpo de Ivonete, mas ainda não se sabe o resultado.

* Colaborou Marcelo Becker

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