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Vida paga com outra

Por matar sem a autorização do PGC, integrante da facção é assassinado

Ramon Muller Rocha teria matado Maicon Machado Ribeiro, o Fanho, por estar roubando o PGC

17/04/2013 - 02h51 - Atualizada em: 18/10/2015 - 18h51

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Por Redação NSC
Ramon Rocha, morto no Bairro Caminho Novo, em Palhoça
Ramon Rocha, morto no Bairro Caminho Novo, em Palhoça
(Foto: )

A típica história no crime. Aliciado para vender drogas aos 13 anos. Assassinado a tiros aos 19 anos. Ramon Muller Rocha, morador do Bairro Caminho Novo, em Palhoça, teve a sentença de morte decretada pelo Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Motivo: teria participado de um homicídio sem o aval dos líderes da facção e, por isso, passou de comparsa e executor para inimigo e alvo.

As fotografias em um quadro na parede na casa da família são a lembrança de um garoto que teve a vida interrompida na adolescência por suposta aliança com o crime. A atividade com o bando consistia em ajudar a vender maconha, cocaína e crack. A parceria terminou quando Ramon e outro jovem teriam matado Maicon Machado Ribeiro, o Fanho, porque a vítima estaria roubando o PGC.

Não demorou muito e foi a vez dele morrer. Ramon estava com a namorada na Praia da Pinheira, em Palhoça, quando recebeu um telefonema. Era uma emboscada. Ao chegar ao encontro, na tarde de 8 de dezembro de 2010, levou três tiros fatais.

Consta na investigação da Polícia Civil de Palhoça que o mandante do crime é Leomar Borges da Silva, o Leoma, um dos 40 criminosos líderes do PGC transferidos para penitenciárias federais. Em um grampo da Deic, Leoma diz que a execução aconteceu porque Ramon teria se precipitado e matado Maicon sem a autorização da cúpula do PGC.

Na ligação, Marcos Ricardo Ribeiro, o Romário, preso na Penitenciária de Florianópolis e sogro de Ramon, tenta convencer Leomar de perdoar o vacilo do garoto. Leomar respondeu que o "moleque Ramon" não deveria ter tomado atitudes isoladas e que uma vida se paga com a outra.

A morte de Ramon desencadeou banho de sangue entre criminosos rivais. Na sequência morreram Caio Correia de Carvalho, Fernando Silva da Rocha, Cristiano Lucas, o Kiki, e Zenita Maria da Silva. Até hoje, as mortes são motivos de ameaças, mudança de endereços de familiares dos envolvidos e medo de mais assassinatos.

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