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    Por que a geração Y está tão infeliz?

    A geração Y precisa aprender a planejar, pensar e se desenvolver, avalia o headhunter Bernt Entschev

    02/02/2015 - 04h51 - Atualizada em: 10/02/2015 - 11h32

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    A geração Y é formada por profissionais nascidos entre o final dos anos 1970 e meados da década de 1990, ou seja, é a atual leva de profissionais jovens disponíveis no mercado. E esse mesmo mercado, que estava acostumado, até uma década atrás, a uma maioria de profissionais da geração dos baby boomers - que tinham foco em estabilidade e uma carreira sólida construída em longo prazo, e que agora estão se aposentando - agora precisa aprender a lidar com a efemeridade e com a pressa da geração Y.

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    Os Y são filhos dos baby boomers, a primeira geração que passou a priorizar a carreira de alguma forma. Os pais dos jovens de hoje sonharam com uma carreira ascendente, longa e de sucesso. No entanto, eles sonhavam muito mais baixo que seus filhos, justamente porque a geração anterior aos baby boomers, os avós da geração Y, encarava a vida de forma bem mais realista.

    Os pais dos jovens profissionais de hoje desenvolveram neles uma sensação de poder, e por isso os Y nunca se sentem satisfeitos com nada. Existem pressa e uma certeza pautada no nada de que o sucesso virá, com ou sem esforço, e em pouco tempo. O problema é quando isso não acontece - o que é a realidade na maior parte das vezes. Por mais que as gerações tenham mudado, o sucesso profissional continua atrelado a muito trabalho, tempo de carreira e estudo, e é para todo este esforço que a geração Y não está preparada. O que resulta, obviamente, em frustração.

    Satisfação profissional é algo muito importante, principalmente hoje em dia, quando a carreira permeia todos os aspectos da vida das pessoas e que frequentemente é a detentora dos maiores objetivos almejados. No entanto, é preciso saber diferenciar os desejos do que é possível fazer e, principalmente, das medidas necessárias. A geração Y precisa aprender a planejar, pensar e se desenvolver, e isso não é fácil quando toda ela se desenvolveu sendo convencida do contrário.

    É preciso cultivar nestes jovens e promissores profissionais a dedicação e a paciência, e também o senso de equidade. Todos acham que são especiais, mas estão, em geral, no mesmo patamar e têm as mesmas chances. A chave para fazer da geração Y uma geração de sucesso é diminuir nos indivíduos o senso de urgência e a vaidade e fazê-los compreender que estudar é preciso, e que o resultado vem na hora certa.

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