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Potencial: Vias gastronômicas são atrativos para aumentar o turismo em Florianópolis

Localizada nos bairros Cachoeira do Bom Jesus, Lagoinha, Ponta das Canas e Praia Brava, a Via da Ponta Norte deve impulsionar e movimentar o comércio local

23/05/2022 - 13h37

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Gastronomia ilhéu e regional é forte atrativo para o turismo em Florianópolis
Gastronomia ilhéu e regional é forte atrativo para o turismo em Florianópolis
(Foto: )

O turismo é um setor importante para a economia catarinense, incluindo a Ilha da Magia, que apenas na temporada de verão 2021/2022 recebeu mais de 2 milhões de turistas, sendo 350 mil somente no período entre o Natal e primeira semana de Janeiro. A estimativa é que o número cresça nos próximos anos. Pessoas que vêm à capital consomem produtos, serviços e aproveitam a gastronomia local, que é um dos grandes atrativos.

A vinda de turistas é impulsionada pelas paisagens e praias, mas também, pela cultura e gastronomia. Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a integrar o grupo de 295 cidades, que formam a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO, ao receber a chancela de Cidade Criativa na área de Gastronomia. Esse título é fruto de um trabalho integrado de governança de diversas entidades a partir da demonstração da qualidade da gastronomia florianopolitana, que tem ênfase nas ostras e nas tainhas - mas não se resume aos frutos do mar. Florianópolis hoje possui uma gastronomia variada, contemporânea, em diversas regiões da cidade.

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Mesmo assim, o cultivo de ostras e frutos do mar é tão importante para a economia da comunidade de Florianópolis, que o Sebrae/SC coordenou o projeto de obtenção do registro de Indicação Geográfica junto ao Instituto da Propriedade Industrial (Inpi). Desta maneira, a produção das Ostras de Florianópolis estão amparadas por terem características únicas, diferente de outros estados brasileiros.

Estimular o turismo de Florianópolis é um dos propósitos da nova Via Gastronômica da Ponta Norte. A Prefeitura Municipal de Florianópolis, por meio da Secretaria de Turismo, em parceria com o Sebrae e com grupo de empresários, desenvolveu o projeto durante todo o ano de 2021 de criação da Via Gastronômica da Ponta Norte, que compreende Cachoeira do Bom Jesus, Lagoinha, Ponta das Canas e Praia Brava. Participam do projeto mais de 20 estabelecimentos gastronômicos, com o intuito de fortalecer o setor.

— A via pode se tornar um novo atrativo turístico. É fato que uma Via Gastronômica consegue atrair mais turistas e moradores do que um estabelecimento separado. A sinergia faz isso. Além do aspecto promocional, a melhoria geral dos empreendimentos que fazem parte da via geram trabalho e renda para e na região — aponta a Superintendência do Turismo de Florianópolis.

A ideia da via chegou por meio de um dos empresários do setor, e com apoio da Secretaria do Turismo de Florianópolis e do Sebrae, as reuniões para desenvolver o projeto começaram ainda no ano passado.

— Em março de 2021 começaram os trabalhos. Os empresários buscavam uma forma de fortalecer seus empreendimentos. Os primeiros contatos foram realizados ainda em março de 2020, pouco antes da pandemia.

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Turismo como principal fator

Roteirizar um local é mostrar aos visitantes mais do que eles enxergam ao primeiro olhar. É uma forma de valorizar as atrações locais, melhorar o seu atendimento, as ofertas de serviço, e permitir para quem visita a Ilha uma nova experiência. Neste caso, experimentando a gastronomia que existe na Ponta Norte de Florianópolis. Foi com o intuito de enaltecer o turismo que a Via Gastronômica da Ponta Norte foi desenvolvida.

— O principal objetivo é ampliar a oferta turística e serviços de Florianópolis, aumentando, assim, o gasto médio diário do turista com um detalhe importante: além de ser complementar durante o verão, as vias gastronômicas são instrumentos para diminuição da sazonalidade — explica a superintendência.

Apesar de ser um processo que beneficia o setor, é preciso estar em contato direto com os empresários e iniciar um trabalho em conjunto. A fim de colocar em prática o projeto, a integração entre os participantes é imprescindível, já que essas pessoas têm como objetivo trabalhar juntas em benefício da Via. Para que acontecesse isso na Via Gastronômica da Ponta Norte, foi preciso que a Secretaria e o Sebrae trabalhassem em conjunto para conscientizar os envolvidos.

— A Prefeitura e o Sebrae estabeleceram uma parceria para ministrar capacitações aos empresários e trabalhadores da Via. Foram realizadas formações em associativismo, conceitos de vias, melhores práticas, branding - e inclusive foi criada uma marca para ela- , questões mercadológicas e outras.

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Possibilidade de novas vias

A cidade de Florianópolis é um forte ponto turístico para viajantes nacionais e internacionais. Facilitar a experiência deles com novas rotas turísticas beneficiaria, não apenas os turistas, mas a população local. O desenvolvimento de uma via envolve não apenas os empresários, mas a criação de novos empregos e serviços para a região na qual está localizada.

Existe, ainda, a possibilidade de criar uma lei que estabelece uma Via Gastronômica, num processo pouco burocrático. A questão é depender do engajamento das comunidades.

— Sem o processo de sinergia, de fazer os participantes entenderem que o associativismo, a força coletiva leva a melhores resultados, as vias sem essa base tendem a durar pouco. As vias gastronômicas mais efetivas são as que perduram por vários anos e o fazem porque começaram com uma base sólida.

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