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Natureza exuberante

Praia do Matadeiro: um retiro no sul da Ilha de Santa Catarina 

Não é possível chegar de carro, apenas passando por uma trilha sobre o rio Sangradouro e contornando o morro 

06/03/2019 - 06h35 - Atualizada em: 06/03/2019 - 06h57

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Marcus
Por Marcus Bruno
(Foto: )

Certamente uma das praias mais bonitas do Estado, com acesso apenas por uma trilha curta de 15 minutos e poucas casas no seu costão. Com sua faixa de areia larga e mar com ondas fracas, a Praia do Matadeiro atrai moradores e turistas de todas as tribos, desde famílias com crianças até os hippies.

É impossível não se encantar com a cor verde esmeralda do mar desta praia nos dias de céu claro, um presente aos olhos desde que se atravessa as águas do rio Sangradouro, seja molhando os pés ou pela pequena ponte que dá acesso à trilha.

No caminho, calçado e de fácil trajeto, tem-se uma vista deslumbrante do sul da Ilha. Olhando para o norte, se vê os charmosos barquinhos de pescadores da Armação, a Ilha do Campeche e as Dunas da Joaquina. Virando ao sul está um enorme morro quase todo tomado pelo verde.

Psicóloga e moradora da Armação, Guta Beck, de 38 anos, aproveitou as férias de fevereiro para levar o filho Artur, de oito, para passar a tarde na praia vizinha. Ela diz que no Matadeiro se sente em casa e quase nunca vai para outro balneário da Ilha.

— Eu não preciso pegar o carro para ir para a praia. Desde que eu nasci eu venho praticamente só para cá. É a praia mais linda de Floripa. Tem estrutura, tem os barzinhos com guarda-sol, é limpa. Já criei raízes aqui — ilustra a manezinha.

Seu Alécio Vieira, 56, há três décadas toca um dos bares do Matadeiro que leva o seu nome. Nascido na própria praia, ele viu a região se transformar. Conta que, antigamente, muitas pessoas tinham medo de frequentar o Matadeiro, seja pelo seu nome, que tem origem na pesca das baleias, mas também pelas lendas de assombrações de freiras que rondariam a região. Mas desde que foi feita a nova trilha – no passado tinha que cruzar o morro para acessar a praia – o turismo se consolidou e o barzinho virou um grande restaurante:

— Tem como não amar? Aqui é só natureza, não tem carro botando som e fazendo barulho. No máximo um violão — relata Alécio.

Como chegar?

Quem for de ônibus deve pegar as linhas Pântano do Sul ou Costa de Dentro, que saem do Tirio. Ou o executivo (amarelinho) Pântano do Sul, que sai do Terminal Cidade de Florianópolis, no Centro. De carro, tem de ir até o centrinho da Armação.

Características da praia?

Tem uma faixa de areia larga e extensa, com o costão ao fundo e o mar claro à frente. Às vezes está uma piscina, noutras tem ondas que atraem surfistas.

Público que frequenta?

É uma praia bastante eclética. O Matadeiro atrai tanto surfistas, como moradores, turistas brasileiros e estrangeiros, além do pessoal alternativo e os aventureiros que fazem a trilha para a Lagoinha do Leste, ao final da praia.

O que fazer?

Tomar banho de mar, de sol, praticar esportes. Tem também a ponta das campanhas, pequeno istmo entre a Armação e o Matadeiro, onde é possível fazer um passeio contemplativo, pular na piscina natural e tirar muitas fotos com os barquinhos ao fundo.

O que comer?

Os dois restaurantes da praia têm variadas opções de frutos do mar, mas também há pratos com carne bovina e frango. Pastel de camarão é outra ótima opção. Os pratos variam de R$ 60 a R$ 150 para duas pessoas.

O que beber?

A cerveja varia de R$ 12 a R$ 15. Também há caipiras e drinks.

Estacionamento?

Não há acesso de carro. Na Armação existem muitos estacionamentos com preços a partir de R$ 15.

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