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Preço da carne pode ter variação de até 82% nos supermercados de Joinville 

Procon divulgou pesquisa nesta quinta-feira com os valores dos itens de churrasco 

05/12/2019 - 17h01 - Atualizada em: 05/12/2019 - 17h19

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Hassan
Por Hassan Farias
Procon divulgou pesquisa do preço dos itens de churrasco
Procon divulgou pesquisa do preço dos itens de churrasco
(Foto: )

O Procon divulgou nesta quinta-feira uma pesquisa com os preços dos itens de churrasco em sete supermercados de Joinville. De acordo com os dados, o valor das carnes pode ter variação de até 82% entre os estabelecimentos, enquanto o pacote de um quilo de sal grosso pode apresentar diferença de até 494%.

A carne com maior diferença de preço é a fraldinha. O Procon encontrou o quilo vendido om o valor mais barato a R$ 21,90, enquanto o mais caro foi de R$ 39,90. A variação do quilo da picanha vem logo atrás, chegando a 81%. O preço mais baixo foi de R$ 43,95 e o mais caro de R$ 79,90.

No entanto, a maior variação entre os itens de churrasco é do sal grosso. O quilo do produto foi encontrado por R$ 0,99 em um dos supermercados pesquisados, enquanto custa R$ 5,89 em outros estabelecimento.

Todos os itens de churrasco pesquisados pelo Procon, incluindo carnes bovinas, suínas, frango, linguiças, sal e carvão tiveram variação de R$ 17,29% no preço médio em relação à pesquisa do mês passado.

No comparativo com o levantamento de novembro, o produto com o maior aumento foi a alcatra, com 37,88%, seguido pelo contra filé (30,82%), filé duplo (28,06%) e sal grosso (26,96%).

Por outro lado, os produtos com a maior redução foram o carvão vegetal de três quilos, com 6,4%, e o quilo do lombo, que apresentou queda de 3,28%. Os dois produtos foram os únicos a terem queda no preço em relação à pesquisa anterior.

Confira todos os preços dos itens de churrasco:

Preços devem subir ainda mais

Em entrevista a NSC TV, o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Álvaro Cardoso, afirmou que os preços das carnes não devem voltar à condição anterior. Segundo ele, há uma tendência de um novo patamar dos valores.

— Já fazia alguns anos que não aumentava significativamente e nos próximos meses acho que a tendência é aumentar ainda mais.

Uma das explicações para o reajuste nos preços é o aumento do dólar. No entanto, o início da exportação da carne bovina para a China também impactou. Anteriormente, ela era consumida apenas no mercado interno em Santa Catarina.

O país asiático convive há meses com a peste suína e se obrigou a fazer a substituição da carne suína pela bovina. Isso reduziu o estoque no Estado, que faz o impacto ser maior no bolso do consumidor.

A proprietária de uma casa de carnes de Joinville, Caroline dos Reis Beninca, contou à reportagem da NSC TV que precisou reajustar o valor do quilo de R$ 2 a R$ 6. Segundo ela, o preço da promoção oferecido hoje é o mesmo que era aplicado como preço regular há um mês.

— Há muito tempo, a variação do preço da carcaça era de R$ 0,30 no ano inteiro. No último mês aumentou de R$ 3 a R$ 4 para nós, então está sendo bem expressivo o aumento — garantiu.

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