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Preço de alimentos sobe a partir de segunda-feira caso governo não suspenda aumento de ICMS 

Empresários estiveram reunidos com Carlos Moisés nesta terça-feira para tratar da crise do ICMS e emitiram nota em que dão três dias ao governo para rever decisão

27/08/2019 - 16h32 - Atualizada em: 27/08/2019 - 18h48

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Renato
Por Renato Igor
Preço do frango pode subir na segunda-feira
Preço do frango pode subir na segunda-feira

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina Raphael Dabdab afirmou que o preço do frango vai subir 6% na próxima segunda-feira em caso do governo não suspender até esta sexta-feira a medida que acaba com incentivo fiscal para vários itens de alimentação.

— O ICMS do frango irá subir 6% a partir de segunda-feira se o governo não sancionar o PL 236, Hoje o quilo está cerca de R$8,5. Segunda- feira pode ir para R$9,40 o quilo para cerca de 80% do frango consumido aqui e que vem de fora de Santa Catarina- explicou o empresário.

Dabdab participou de reunião com o governador Carlos Moisés para tratar do assunto nesta terça-feira (27) na Casa da Agronômica. Representantes do Fórum de Turismo, Acif e CDL também estavam presentes.

— A reunião não foi conclusiva. Mas nós procuramos sensibilizar o governador de que o aumento de itens básicos para a população vai prejudicar os mais pobres e agravar a desigualdade — concluiu o presidente da Abrasel-SC, em entrevista à CBN Diário.

As entidades que participaram do encontro divulgaram uma nota conjunta:

"Governador Moisés tem três dias para reverter o aumento de ICMS na alimentação.

Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (27), o governador Carlos Moisés abriu canal de comunicação com entidades empresariais para discutir os efeitos do aumento do ICMS sobre itens da cesta básica. Mesmo com a louvável iniciativa do Executivo estadual em propor um grupo de trabalho para análise de uma nova política fiscal, as lideranças continuam preocupadas. Isto porque ficou pendente no encontro a definição do governo sobre iminentes aumentos.

O Executivo tem apenas três dias para adotar medidas que neutralizem esta oneração no custo da alimentação dos catarinenses. Diante disso, as entidades estão otimistas de que o governo seja sensível, evitando o aumento dos preços de itens essenciais - o que afetaria não somente estabelecimentos, mas todos os consumidores — principalmente os menos favorecidos, colaborando com a desigualdade social."

O encontro foi marcado pelo governo após a indignação causada por uma declaração do secretário da Fazenda. Em entrevista à CBN Diário, na sexta-feira (23), Paulo Eli disse que bares e restaurantes sonegam impostos, o que seria demonstrado pelo cruzamento de dados com as operadoras de cartões de crédito. Ele respondia à campanha da Abrasel contra o fim das isenções fiscais, que Eli qualificou de "fake news".

Abrasel, CDL, Acif e Fórum de Turismo emitiram notas de repúdio à fala do secretário. Paulo Eli se retratou em outra nota, na qual disse ter sido mal interpretado e que não generalizou.

Por coincidência, Raphael Dabdab revelou ter encontrado Paulo Eli nesta segunda-feira em um restaurante da Capital, e contou que ambos receberam nota fiscal.

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