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Agronegócio

Preço do leite cai pelo segundo mês seguido e preocupa produtores 

Preço médio caiu 11 centavos. Baixo consumo é um dos fatores apontados

02/08/2019 - 19h25

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Darci
Por Darci Debona
Preço de julho foi o menor do ano em Santa Catarina
Produtores de leite sofrem com queda no preço pago ao produtor
(Foto: )

O preço do leite pago aos produtores caiu pelo segundo mês seguido e está deixando o setor preocupado. Já em junho o preço médio havia caído de 1,25 para R$ 1,20 por litro. Em recente reunião do Conseleite, conselho paritário da indústria e produtor, caiu para 1,14 relativo a julho, numa redução de 5%. Em relação ao ano passado, quando o preço estava acima da média, a R$ 1,40, a redução foi ainda maior.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados (Sindileite), Valter Brandalise, as empresas começaram o início do ano pagando mais do que a média e, como não houve reação do consumo e a produção está normal, houve também uma queda antecipada.

- O preço não está bom nem para a indústria, nem no campo. No mês de julho houve um aumento de 6% na produção mas a tendência é de queda nos próximos meses, o que pode ajudar a recuperar o preço – disse Brandalise.

O presidente do Conseleite, José Araújo, que tem uma propriedade em Chapecó, disse que essa queda veio num momento de aumento de custo de produção.

- O produtor está enfrentando uma escassez de pastagem, pois a geada queimou boa parte do pasto, tem que complementar a alimentação com feno, ração ou silagem, o que acaba aumentando o custo – disse.

Ele afirmou que até vendeu 10 animais jovens, novilhas, para reduzir o consumo de alimento. E já soube de produtores que estão vendendo todo o plantel porque não estão tendo bons resultados.

Ele também reclamou que o aumento do ICMS para alguns produtos prejudica ainda mais o setor.

Uma saída seria aumentar as exportações. Recentemente a China liberou a importação de lácteos do Brasil. Mas isso ainda depende de negociação e também da competitividade de preços para acessar esse mercado.

A queda para o produtor também se reflete no supermercado. Em Chapecó uma pesquisa do Centro de Ciências Econômicas da Unochapecó com o Sindicato do Comércio da Região (Sicom), apontou uma queda de 5% em julho e mais de 20% em relação ao ano passado. O litro no supermercado geralmente está abaixo de R$ 3,00.

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