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    Prédio residencial desaba em Fortaleza 

    Nove pessoas estão feridas e outras nove estão desaparecidas

    15/10/2019 - 10h34 - Atualizada em: 15/10/2019 - 21h26

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    Por GaúchaZH
    Por Agência Brasil
    Equipes trabalham nos escombros do prédio que desabou no Ceará
    (Foto: )

    O desabamento de um prédio residencial de sete andares na manhã desta terça-feira (15) no bairro Dionísio Torres, região nobre de Fortaleza (CE), deixou ao menos nove feridos. Outras nove pessoas estão desaparecidas. Ao contrário do informado durante todo o dia, não há o relato de mortos até a noite desta terça, conforme Eduardo Holanda, comandante do Corpo de Bombeiros do Ceará.

    — Vamos continuar trabalhando até que todos sejam encontrados. Estamos trabalhando num primeiro momento manualmente, procurando pelas frestas e tentando contato com as vítimas. Maquinário pesado só entra depois das primeiras 24 horas — disse.

    O edifício Andrea fica na Rua Tibúrcio Cavalcante, nº 24, no Bairro Dionísio Torres. O prédio tinha sete andares, incluindo a cobertura, segundo informações repassadas por moradores do bairro. Bombeiros, Defesa Civil e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão no local auxiliando na ocorrência.

    Algumas pessoas que passavam pelo local e ficaram feridas foram encaminhadas para hospitais da região. O porteiro do prédio teria conseguido escapar.

    Em entrevista à Agência Brasil, a dona de um estabelecimento comercial que funciona a cerca de 100 metros do local relatou que os bombeiros interditaram a rua pedindo para os vizinhos saírem de casa:

    — Só escutei um barulho muito grande. Foi tipo uma explosão. Eu saí correndo quando vi a nuvem de poeira chegando até aqui, na loja. Saí na calçada e não vi quase nada, só algumas pessoas correndo em meio à nuvem de poeira – afirmou a comerciante Andrea Barbosa de Sousa.

    Imagem mostra prédio antes do desabamento
    Imagem mostra prédio antes do desabamento
    (Foto: )

    Recepcionista de uma pet shop que funciona na mesma calçada do edifício, Sávio Matheus Ferreira de Castro Pinto afirmou que a queda do prédio foi precedida por um barulho que aumentou gradativa e rapidamente, até culminar com um som semelhante ao de uma explosão.

    — Achamos que se tratava de uma batida de carro. Só que o barulho foi aumentando e aí veio a nuvem de poeira. Fechamos as portas e ficamos dentro da loja porque demoramos a entender o que tinha acontecido. Não dava para ver nada, só alguns destroços espalhados pela rua. Quando saímos na calçada já tinha muita gente chorando. Um desespero — relatou acrescentando que o prédio “parecia muito velho, a ponto de parecer estar abandonado”.

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