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    Na Serra de SC

    Prefeito de Bom Retiro é condenado à perda do cargo por improbidade administrativa 

    Vilmar José Neckel é acusado de contratar a própria advogada para defender o munícipio

    10/12/2019 - 14h21

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    Redação
    Por Redação DC
    prefeito de Bom Retiro
    Vilmar José Neckel também teve os direitos políticos suspensos por três anos
    (Foto: )

    A Justiça determinou a perda do cargo do prefeito de Bom Retiro, Vilmar José Neckel (PP), por improbidade administrativa. Ele também teve os direitos políticos suspensos por três anos e terá que pagar multa de R$ 11,6 mil. O prefeito já estava afastado do cargo por decisão judicial.

    Vilmar teria contratado a própria advogada para defender o município da Serra catarinense em processo no qual é acusado de causar prejuízos em mais de R$ 195 mil quando era secretário de Obras. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (9) pelo juiz Edison Alvanir Anjos de Oliveira Júnior, de Bom Retiro, e foi divulgada pelo Tribunal de Justiça (TJSC).

    De acordo o TJSC, no processo os réus alegaram que a contratação foi feita de maneira emergencial porque a procuradora do município estava em férias. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Neckel.

    Em ação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o prefeito e a advogada foram acusados de violação aos princípios da administração, já que a defensora não fez concurso para atuar como servidora e a prefeitura tinha uma procuradora municipal exercendo cargo comissionado. A contratação da advogada também não foi feita por meio de licitação, como determina a lei.

    A advogada teve a suspensão dos direitos políticos por três anos e foi condenada à multa civil de R$ 11,5 mil.

    Conforme o TJSC, Neckel responde a nove processos por improbidade, sendo quatro como prefeito e outros cinco enquanto secretário municipal. É réu ainda em duas ações penais, uma por porte e posse de armas e outra por falsidade ideológica. Em uma das ações, a Justiça determinou o afastamento das funções até fevereiro de 2020. Os réus podem recorrer da decisão ao TJSC.

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