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Corte de telefones

Prefeitura de Florianópolis exige religamento de linhas telefônicas cortadas por operadora até esta quarta-feira

Se o serviço não for retomado, administração promete nova licitação para contratar empresa em caráter emergencial

04/07/2017 - 07h01 - Atualizada em: 04/07/2017 - 10h51

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Por Redação CBN Diário

A Prefeitura de Florianópolis apresentou uma proposta para os fornecedores que possuem dívidas a receber da administração municipal até dezembro de 2016 para que o montante seja parcelado a partir de março de 2018. O aviso também foi repassado à empresa de telefonia que tem contrato com o Executivo e que cortou linhas telefônicas por falta de pagamento.

Em entrevista ao Notícia na Manhã, da CBN Diário, desta terça-feira (4), o prefeito de Florianópolis Gean Loureiro disse que assumiu o cargo com uma dívida de R$ 663 milhões a ser paga até dezembro deste ano. Segundo o prefeito, o esforço está voltado, neste momento, a destinar recursos para pagar os servidores em dia e iniciar investimentos prioritários, como na área da saúde.

- Desde 2013, há contas telefônicas a serem pagas. É estranho porque não cortaram (as linhas) durante os quatro anos. Estão fazendo uma chantagem, porque estamos fazendo uma política de pagamento destes fornecedores atrasados, e ela quer receber antecipadamente - diz o prefeito da capital catarinense, referindo-se à empresa de telefonia.

Segundo a prefeitura, a dívida com a Oi é de aproximadamente R$ 2 milhões pelo período atrasado. De acordo com Gean Loureiro, há a expectativa de que algumas linhas sejam religadas hoje, mas se a empresa não retomar este serviço até esta quarta-feira (5), a administração fará uma licitação para definir uma nova fornecedora em caráter emergencial.

Até o fechamento desta reportagem, a produção da CBN Diário aguardava por um posicionamento da empresa Oi após a declaração do prefeito Gean Loureiro.

Postos de saúde

Gean Loureiro também trouxe detalhes sobre as obras em postos de saúde do município, como o caso do Pantanal e do Campeche, que estão com obras paralisadas na fase final. No caso da unidade do Sul da Ilha, o prédio já deveria estar pronto há dois anos. Os trabalhos estão parados desde setembro do ano passado por falta de pagamento de repasses federais. Abandonada, a unidade foi invadida e depredada por vândalos. A expectativa é de que as obras sejam retomadas no segundo semestre deste ano.

O investimento é estimado em R$ 4 milhões, com recursos próprios da prefeitura. Também estão previstos trabalhos nos centros de saúde da Lagoa da Conceição, Canto da Lagoa, Abraão, Tapera e Ingleses, além da construção de uma unidade no Alto Ribeirão. Cerca de R$ 2 milhões vindos através do Fundo Nacional de Saúde também vão colaborar para permitir a programação destas obras.

Confira a entrevista do prefeito Gean Loureiro na íntegra:

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