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Prefeitura descarta risco de desabamento em escola após reclamação de que piso "balançava"

Sala chegou a ser interditada mais será liberada no norte da Ilha

25/02/2019 - 12h59 - Atualizada em: 25/02/2019 - 13h17

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Por Redação CBN Diário

Professores da Escola Municipal Maria Tomázia Coelho, que fica no bairro Santinho, vivem o medo e a desconfiança após o laboratório de ciências ter sido interditado pela secretaria de educação de Florianópolis. Em agosto do ano passado, foi feita uma visita técnica e o engenheiro responsável, Joaquim Ângelo Siqueira, sugeriu, em outubro, a interdição imediata da sala até que fossem feitos os devidos reforços estruturais. Ficou constatado que fissuras apareceram por causa de deformações em vigas e que piso havia afundado. Depois disso, a parte térrea que fica sob o laboratório ficou isolado por fita.

Funcionários da escola alegam que o piso "balança", o que foi constatado pela reportagem, mas a secretaria de educação vai liberar o local ainda nesta semana. Isso porque, após a interdição feita em outubro, a prefeitura contratou a empresa RKS para que fizesse um estudo da estrutura. O resultado saiu na semana passada e apontou para o fato de que não há risco de desabamento. Apesar disso, os professores não têm coragem de usar o espaço, como relatou a administradora Aline Barbosa:

De acordo com o secretário-adjunto de Educação, Luciano Formighieri, melhorias serão feitas nas vigas e na laje para diminuir a oscilação, que não apresenta nenhum risco aos alunos e professores.

Nota da secretaria:

1 - Em outubro de 2018, a Prefeitura recebeu comunicado da direção da Escola Básica Maria Tomázia relatando que os pisos do laboratório de Ciências da unidade educacional tinham descolados. E por isso, a porta do referido laboratório estava com dificuldade no seu fechamento.

2- Um representante da Gerência de Obras e Manutenção, da Secretaria de Educação, e engenheiros da empresa Engevix , realizaram uma vistoria no local.

3- Foi constada a presença de uma fissura horizontal no encontro de uma das vigas com a laje e outras microfissuras distribuídas de forma aleatória pelas vigas deste ambiente.

4- Foi solicitada interdição do espaço como medida de segurança.

5- A Prefeitura contratou a empresa RKS para que fizesse um estudo da estrutura de toda a escola.

6- A empresa recalculou todos os elementos estruturais da Edificação: fundações, pilares, vigas, lajes.

7- A empresa chegou às seguintes conclusões:

7.1- As vigas e lajes não apresentam deformação fora do prescrito em norma;

7.2 A seção das vigas e lajes, bem como a taxa de armadura de ambas são suficientes para manter a estabilidade das mesmas, portanto não existe o risco destes elementos estruturais entrarem em colapso;

7.3 As oscilações existentes nestas vigas e laje não trazem risco de desabamento.

7.4 Para cessar as oscilações e o conseqüente desconforto foi projetado aumento da inércia da viga e da laje. O enrijecimento destes elementos terá a função de acabar com estas oscilações;

7.5 Como não há risco de desabamento destes elementos, enquanto o orçamento e a licitação, para enrijecê-los não ficam prontos, se a comunidade achar por bem utilizar o espaço, poderá fazê-lo. O laboratório não está mais interditado podendo ser utilizado de forma normal no dia a dia.

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