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Floripa Te Quero Bem

Prestação de contas do Plano de Metas do movimento será feita a cada três meses

Documento apresentado à Camara de Vereadores tem 71 pontos em áreas como educação, saúde, segurança, mobilidade e planejamento urbano

22/03/2014 - 09h59

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Por Redação NSC

Em um documento de 43 páginas entregue à Câmara de Vereadores de Florianópolis na tarde de sexta-feira, estão traçadas e orçadas 71 metas que têm o objetivo de ajudar a melhorar a qualidade de vida em Florianópolis até 2016 - prazo para todas elas saírem do papel.

O Plano de Metas elaborado pela prefeitura e que agora tramita no Legislativo para se transformar em lei foi estimulado pelo movimento Floripa Te Quero Bem. O relatório Desafios de Florianópolis - Subsídios Para a Elaboração de um Plano de Metas identificou as principais fragilidades da cidade - muitas das quais são as reclamações mais frequentes dos moradores - em áreas como mobilidade, educação, segurança, planejamento urbano e saúde.

Os indicadores sociais foram entregues aos candidatos à prefeitura naquele mesmo ano, com os desafios e soluções relacionados aos dados coletados. Após cinco audiências públicas, a prefeitura elaborou o plano entregue ontem.

Para o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior, o plano é factível. Ele considerou as metas ousadas, mas possíveis de serem executadas. Segundo a prefeitura, a cada três meses haverá uma prestação de contas do plano em reuniões com o movimento Floripa Te Quero Bem.

O movimento vai monitorar as metas em parceria com a Faculdade de Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com divulgação dos resultados alcançados pela administração. De acordo com a lei orgânica do município, foi aprovado em maio de 2013 item em que o Executivo deve divulgar ao final de cada ano as ações realizadas.

O plano entregue à Câmara está organizado em três eixos. O primeiro é o de compromisso social, que abrange saúde, educação e bem-estar; o segundo é desenvolvimento da cidade, que traz ações para áreas de mobilidade, humanização e ambiental; por último governança, que reúne ações mais administrativas. Todas as metas vêm acompanhadas de onde virão os recursos para que elas sejam executadas até 2016. O relatório feito em 2012 que serviu de base para o documento entregue ontem pela prefeitura abrangia três áreas: segurança, planejamento e mobilidade.

:: Indicadores que estimularam o plano ::

>> Segurança

Receptação, estupro e roubo são os crimes que mais cresceram em Florianópolis de 2008 a 2010. Apesar do aumento da criminalidade - roubos em 78%, por exemplo - Florianópolis ainda é uma das capitais mais seguras do país, ficando em 25º no ranking das 27 capitais brasileiras ordenadas pela taxa de homicídio em 2008, de acordo com o Mapa da Violência 2011 (Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça).

Desafios: reduzir os crimes de rua, combater crimes contra crianças e mulheres, tornar as polícias integradas entre outros.

>> Planejamento

Florianópolis é a quarta cidade e a primeira capital do país no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2000, que é calculado com base em critérios de renda, saúde e educação. No entanto, a cidade ainda deixa a desejar em alguns aspectos, como saneamento básico - o município declarou tratar 56% do esgoto em 2007 e 40% em 2008. Atualmente, 55% da população urbana têm tratamento de esgoto, conforme a Casan.

Desafios: elevar a nota do Ideb, aumentar oferta de creches para crianças de 0 a 3 anos, melhorar sistema de saúde, entre outros.

>> Mobilidade

O carro é o meio de transporte mais usado durante a semana em Florianópolis, segundo pesquisa do Instituto Mapa e do Grupo RBS. Com o aumento crescente da frota - são quase 200 mil carros e 40 mil motocicletas - o tráfego é cada vez mais intenso. Há cerca de 178 mil veículos circulando diariamente entre a Ilha e o continente.

Desafios: diminuir a necessidade de deslocamento, diversificar e integrar o transporte, criar políticas de mobilidade, entre outros.

:: O movimento ::

O Floripa Te Quero Bem surgiu em novembro de 2011, um mês após entrevista de Guga Kuerten ao Diário Catarinense, quando levantou a possibilidade de ir embora da cidade devido à redução da qualidade de vida.

A declaração levou à realização do Painel RBS, que promoveu um debate sobre o futuro da Capital. Em 2012, a campanha temporária se transformou em um movimento liderado pelo Instituto Guga Kuerten, Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom), Instituto Vilson Groh (IVG) E Grupo RBS.

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