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    Previsão de mais soja e menos milho para 2020 no Brasil e em SC 

    Estimativa de recorde na oleaginosa e suprimento apertado de milho no primeiro semestre do ano que vem

    11/12/2019 - 17h54

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    Darci
    Por Darci Debona
    Área de milho em SC é de 328 mil hectares
    Milho perdeu área para a soja e dever registrar pequena queda de produção em SC
    (Foto: )

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta semana a estimativa de uma safra recorde de grãos da safra 2019/2020, com 246 milhões de toneladas, 1,9% a mais do que a safra de 2018/2019. A previsão é de um aumento de 5,3% na produção de soja, passando de 115 milhões de toneladas para 121 milhões de toneladas, o que será recorde caso se confirme. Já no milho a previsão é de uma queda, de 100 milhões de toneladas para 98,4 milhões.

    O mesmo deve ocorrer em Santa Catarina, que deve ter um acréscimo de 5,3% na produção de soja e queda de 0,9% na produção de milho, segundo estimativa do Cepa/Epagri. A produção de soja deve passar de 2,35 milhões de toneladas neste ano para 2,47 milhões de toneladas em 2020.

    - O clima está correndo bem, está chovendo na medida certa, mas ainda é cedo para dizer se haverá uma safra recorde de soja em Santa Catarina. Em regiões mais altas teremos uma avaliação melhor em janeiro. Ocorrendo bem essa chuva a cada semana ou a cada dez dias acredito que será uma safra boa. Se vai ser recorde ou não ainda é cedo para afirmar – disse o analista de soja e milho do Cepa/Epagri, Haroldo Tavares Elias.

    No milho a previsão de queda de 2,79 milhões de toneladas para 2,76 milhões de toneladas. Não é muito significativo mas, aliado à queda nacional e ao recorde de exportações, que chegou a 40 milhões de toneladas no ano até a primeira semana de dezembro, indica um fornecimento apertado no primeiro semestre de 2020, segundo o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri.

    - Teremos um início de ano com 25, 26 milhões de toneladas da safra de verão, até a entrada da safrinha. É apertado. Mas acredito que não vai faltar milho pois as agroindústrias devem ter estoques. Mas será necessário importar milho não só do Paraguai, que já está previsto pelo menos 500 mil toneladas, mas também da Argentina – disse Barbieri.

    Com isso o preço da saca de milho, que estava em R$ 30 em maio, agora está em R$ 40 para o produto e R$ 48 para o criador. A saca de soja também aumentou nesse período, de R$ 70 para R$ 80.

    - Será um ano de boa lucratividade para o produtor. Tirando o setor leiteiro, o agronegócio está muito animado, principalmente pelas carnes e grãos – avaliou Barbieri.

    Uma boa safra e com bons preços permite aos produtores investirem em novas máquinas, equipamentos e até em carros e imóveis, beneficiando a economia. Por outro lado deve aumentar o custo de produção de leite e carnes.

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