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    PRF flagra 1350 motoristas alcoolizados durante Operação Festas de Outubro

    Operação durou três finais de semana e focou na fiscalização da Lei Seca

    28/10/2019 - 08h31 - Atualizada em: 28/10/2019 - 09h23

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    Redação
    Por Redação Santa
    Foco da fiscalização foi nas BRs 101 e 470, no Vale do Itajaí
    Foco da fiscalização foi nas BRs 101 e 470, no Vale do Itajaí
    (Foto: )

    Com foco na fiscalização da Lei Seca, a Polícia Rodoviária Federal encerrou neste domingo (27) à noite a Operação Festas de Outubro. Desde o início da Oktoberfest em Blumenau, no dia 9, até este domingo, a PRF intensificou as operações nas rodovias BR 470 e BR 101, no Vale do Itajaí. O resultado foi o flagrante de 1350 motoristas alcoolizados nas estradas.

    A maioria das operações ocorreu durante os finais de semana, quando o movimento de moradores de outras cidades em direção ao Vale do Itajaí para a festa aumentava. Além dos 1350 motoristas bêbados, a PRF também aplicou outras 933 multas por outras irregularidades, recolheu 248 veículos e prendeu 38 pessoas.

    Durante a operação, a região de foco das ações teve 91 acidentes, com 88 pessoas feridas e quatro óbitos. As mortes ocorreram em dois casos com motociclistas em Navegantes, um atropelamento de pedestre em Itapema e outro acidente em Indaial, onde o motorista de um carro morreu. Segundo a PRF, nenhum acidente fatal teve relação com motoristas que voltavam das festas de outubro.

    O número é, por uma enorme diferença, o maior até hoje nas operações da PRF durante as festas de outubro. Para efeito de comparação, na operação inteira de 2018 foram flagrados 185 motoristas alcoolizados. O aumento expressivo mostra o foco da PRF na fiscalização da Lei Seca em SC este ano, o que coloca o Estado na liderança nacional do ranking de flagrantes de embriaguez ao volante.

    — Esse ano tivemos um diferencial muito grande que foi o etilômetro passivo (que o motorista não precisa assoprar). Em alguns casos a gente consegue fiscalizar 100% dos carros. Ano passado era por amostragem, selecionava alguns, passavam outros, era uma fiscalização mais demorada. Agora a chance de conseguir flagrar alguém sob efeito de álcool é muito maior, e isso reduz a sensação de impunidade. O motorista sabe que a chance de ser flagrado é muito maior, então ele toma mais cuidado — aponta o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Adriano Fiamoncini.

    Mesmo com o alto número de flagrantes, a corporação destacou também que os policiais notaram um grande volume de pessoas voltando para casa com motoristas de aplicativo ou de carona:

    — Chegamos a parar três vezes o mesmo motorista de Uber com clientes diferentes em uma fiscalização em Gaspar. Paramos muitos motoristas de aplicativo, foi surpreendente. E isso é um alento, mostra uma mudança positiva que indica que a médio prazo talvez tenha uma mudança de comportamento — avalia Fiamoncini.

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