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    Primeira escola alemã de Joinville passa restauração e deve se tornar centro cultural

    Até agora, já foram gastos mais de R$ 1,3 milhão na conservação da Deutsche Schule, construção que um dia foi reconhecida como o maior colégio luterano da América Latina

    27/04/2010 - 10h35

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    Por Redação NSC
    A arquitetura germânica é mais visível nos elementos internos da cobertura
    A arquitetura germânica é mais visível nos elementos internos da cobertura
    (Foto: )

    Apenas dois meses separam a antiga escola luterana Deutsche Schule do livre acesso dos joinvilenses. O prédio tombado pelo Estado que passa por processo de restauração desde 2008 está prestes a se tornar um centro cultural.

    Até agora, já foram gastos mais de R$ 1,3 milhão na conservação da construção que um dia foi reconhecida como o maior colégio luterano da América Latina. Mas ainda faltam R$ 98 mil para que o projeto seja totalmente finalizado em junho.

    A ideia inicial de preservar uma parte da memória de Joinville começou a ser delineada em 2000. A idealização só foi definitivamente passada para o papel cinco anos depois e, no ano seguinte, recebeu a aprovação para a captação de recursos financeiros junto às empresas, pela Lei Rouanet.

    A restauração das 16 salas, dividida em três partes, também foi contemplada pelo Sistema Estadual de Incentivo ao Turismo Esporte e Cultura (Seitec), Programa Caixa Cultural e Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec).

    Até o consulado da Alemanha chegou a doar R$ 100 mil para a recuperação. Na semana passada, o embaixador alemão Wilfred Groling visitou a antiga escola para conferir de perto o andamento das obras.

    A arquitetura germânica é mais visível nos elementos internos da cobertura. A importância da Deutsche Schule não é apenas a de preservar a memória da comunidade luterana. A história do local integra a própria memória de Joinville.

    Criado pela comunidade luterana em 1866, logo após a fundação da cidade, o lugar funcionou de 1876 a 1939 como escola, mas precisou ser fechado por causa da campanha de nacionalização do ensino brasileiro imposta pelo governo da época.

    Para que a escola pudesse reabrir, foi necessário fundi-la com o Instituto Bom Jesus, criado em 1926 pela professora Anna Maria Harger. A proibição de manifestações culturais de outros países foi uma das causadoras de boa parte da perda da memória física e documental da Deutsche Schule.

    A recuperação deste documento também faz parte do projeto, já que o prédio restaurado irá abrigar uma biblioteca composta por materiais doados pelas famílias da comunidade luterana. Já foram arrecadados boletins, diários de classe e livros em alemão gótico.

    - Tudo ficará disponível para consulta no centro cultural -, garante a coordenadora administrativa do projeto, Ana Paula Vieira de Vargas.

    Além de uma biblioteca, o local irá abrigar um auditório para cem pessoas e salas que poderão ser usadas para exposições, ensaios de grupos teatrais, palestras e outros eventos culturais. As salas serão climatizadas e haverá sistema de som e iluminação.

    A instituição ainda não definiu como o prédio será disponibilizado para a comunidade. Segundo Ana Paula, provavelmente os interessados terão de se inscrever para que uma comissão defina quem poderá usar o espaço.

    Confira a reportagem completa na edição desta quarta, no caderno Anexo, de A Notícia

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