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    Principais reações aos bombardeios ocidentais na Síria

    14/04/2018 - 09h49 - Atualizada em: 14/04/2018 - 17h19

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    AFP
    Por AFP

    A seguir as principais reações aos bombardeios seletivos de Estados Unidos, França e Reino Unido contra alvos militares do regime na Síria.

    - Rússia

    "Foi um golpe contra a capital de um Estado soberano que tentou durante anos sobreviver em meio a uma agressão terrorista", e isto "no momento em que havia conquistado a oportunidade de ter um futuro pacífico", afirmou a porta-voz do ministério russo das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

    Os ataques são um "insulto" ao presidente Vladimir Putin, afirmou o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoli Antonov. "Advertimos que tais ações não ficarão sem consequências".

    - Síria

    A "agressão bárbara e brutal" dos ocidentais "tem como objetivo obstruir o trabalho" da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) que inicia neste sábado uma investigação sobre um suposto ataque químico em território sírio (ministério das Relações Exteriores).

    O presidente sírio Bashar al-Assad se declarou mais determinado que nunca a "lutar contra o terrorismo" na Síria, após os bombardeios ocidentais

    - Irã

    "O ataque desta manhã contra a Síria é um crime. Declaro sinceramente que o presidente americano, o presidente francês a a primeira-ministra britânica são criminosos (...) não conseguirão nada e não vão conseguir nenhum benefício", afirmou o guia supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei.

    - Hezbollah

    "A guerra dos Estados Unidos contra a Síria, contra os povos da região e os movimentos de resistência não alcançará seus objetivos", afirmou o Hezbollah em um comunicado.

    - Israel

    "No ano passado, o presidente americano Donald Trump disse que o uso de armas químicas seria uma violação da linha vermelha. Esta noite, sob a direção americana, Estados Unidos, França e Reino Unido atuaram de modo coordenado. A Síria continua realizando ações assassinas", afirmou uma fonte do governo israelense que pediu anonimato.

    - Turquia

    O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou "apropriados" os ataques ocidentais contra a Síria, em represália pelo que chamou de ofensiva "desumana" do regime de Bashar al-Assad.

    "Uma reação apropriada que expressa a consciência de toda a humanidade ante o ataque de Duma, sobre o qual há fortes suspeitas de que foi executado pelo regime", afirmou o ministério turco das Relações Exteriores.

    - China

    A China expressou sua oposição "ao uso da forças nas relações internacionais" e fez um apelo às partes envolvidas que retornem ao "marco do direito internacional" (Hua Chunying, porta-voz da diplomacia em um comunicado).

    - Alemanha

    "Apoiamos o fato de que nossos aliados americanos, britânicos e franceses (...) assumiram suas responsabilidades. A intervenção militar era necessária e apropriada", afirmou a chanceler Angela Merkel.

    - Países árabes

    O Catar expressou apoio às operações dos países ocidentais. A Arábia Saudita também deu "pleno apoio" aos bombardeios.

    O Iraque afirmou que os bombardeios "oferecem ao terrorismo uma oportunidade de desenvolvimento depois de ter sido derrotado no Iraque e amplamente encurralado na Síria".

    - Organizações

    - Otan: "Apoio às ações adotadas por Estados Unidos, Reino Unido e França (...) Isto vai reduzir a capacidade do regime de voltar a atacar o povo da Síria com armas químicas", disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

    - ONU: "Peço a todos os Estados membros que demonstrem moderação nestas circunstâncias perigosas e que evitem qualquer ação que possa provocar uma escalada da situação e piorar o sofrimento da população na Síria", afirmou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

    - ANISTIA INTERNACIONAL: "A população da Síria já sofreu seis anos de ataques devastadores, incluindo ataques químicos, muitos deles equivalentes a crimes de guerra", lamentou a AI em um comunicado. "É necessário tomar todas as precauções para minimizar os danos aos civis em qualquer ação militar".

    * AFP

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