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Prefeitura de Florianópolis apresenta

Programa de acolhimento a moradores de rua da PMF ajuda imigrante a se reinventar 

O acolhimento e o atendimento especializado da Prefeitura de Florianópolis ajudaram a venezuelana a mudar de vida em quatro meses 

17/06/2019 - 11h46 - Atualizada em: 01/08/2019 - 14h41

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Programa de acolhimento a moradores de rua da PMF ajuda imigrante a se reinventar
(Foto: )

Andreína Carolina Contreras Hustado chegou sozinha a Florianópolis, com R$80 no bolso. Gastou R$20 para ir do aeroporto ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), na rua General Bittencourt, 239. Era dia 11 de janeiro, sexta-feira. Ela estava desesperada e em situação de rua, mas com apoio de uma equipe competente mudou de vida em quatro meses.

Com medo de ficar nas ruas, exposta a qualquer violência, Andreína desembarcou na cidade com o endereço do Centro Pop em mãos. De lá, ela foi encaminhada para Passarela da Cidadania, fez o teste para tuberculose e contou sua história para psicólogas e assistentes sociais.

Passou o final de semana procurando emprego. Começou a trabalhar na segunda na beira da praia. Jornada diária de 10 horas entre Armação e Pântano do Sul. Quem a contratou não pagava alimentação nem transporte. Apenas 10% dos lucros. Uma média de R$15 por dia. Para economizar, ela almoçava bolacha água e sal.

Na quarta-feira, dia 16, saiu o resultado do exame de tuberculose. Negativo. Andreína foi transferida para a Casa Rosa, como é conhecida a Casa de Passagem para Pessoas em Situação de Rua, também na General Bittencourt. Poderia permanecer por 120 dias.

Um período curto – para quem fugiu da fome na Venezuela – que fez toda a diferença.

A venezuelana ficou ainda dois meses trabalhando nas praias. Todo o dinheiro era enviado para a mãe, que ainda está na Venezuela, e cuida de seus dois filhos de cinco e dois anos, além de outro neto, de 15 anos.

Além do abrigo, da cama limpinha, banho quente, alimentação e roupas novas, a coordenação da Casa Rosa ofereceu que a venezuelana levasse marmitas para o trabalho na praia.

— Aquela situação me deixava muito incomodada. Ela se esforçava tanto, nunca comprou nada para ela e ganhava uma miséria — conta Claudia Silva, 58 anos, coordenadora da Casa Rosa.

Na Venezuela, Andreína dava aulas de Contabilidade para uma escola católica. Até vir a crise.

— Atualmente, com um salário mínimo na Venezuela é possível comprar apenas uma caixa de sabão em pó. Se eu ficasse lá, meus filhos morreriam de fome – como muitas outras crianças — explica.

A mudança de vida começou em abril. Cláudia Silva foi informada que a funcionária dos serviços gerais do seu condomínio, na Gama D’Eça, iria se aposentar e foi conversar com a síndica – que simpatizou com a garra e a educação da venezuelana.

Andreína conquistou a vaga de trabalho e o carinho de todo prédio. Lá, ela também conheceu um morador de 92 anos, para quem trabalha de cuidadora três vezes por semana.

Antes de conhecê-lo, Andreína foi contratada para cuidar de uma senhora de 91 anos durante os finais de semana, graças à intervenção de uma assistente social da Casa Rosa.

A senhora e sua filha gostaram tanto de Andreína que a convidaram para morar com elas, numa ampla casa no Jardim Anchieta. A morada, no entanto, é provisória.

Andreína tem carteira assinada e três empregos – e logo terá paz. Seus familiares virão para Florianópolis. Recomeço feliz em tempos de crise. Tudo porque foi acolhida e atendida pela Prefeitura de Florianópolis, que com seu apoio é incentivadora de muitas outras histórias de superação.

Clique aqui e leia mais sobre as ações da Prefeitura de Florianópolis na cidade.

(Foto: )

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