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Saúde

Projeto de hortas comunitárias de Jaraguá do Sul completa um ano

Espaços implantados em 11 locais estimulam a união entre os moradores. Mais dez áreas devem ser criadas pela Prefeitura até fim do ano

06/03/2014 - 10h03

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Por Redação NSC
José Raulino Klimkowski dedica parte do tempo para plantar a capinar a horta comunitária do bairro Vila Nova
José Raulino Klimkowski dedica parte do tempo para plantar a capinar a horta comunitária do bairro Vila Nova
(Foto: )

O Programa Germinar, implantado pela Prefeitura de Jaraguá do Sul há pouco mais de um ano, mostra resultados positivos. O projeto oferece 11 hortas comunitárias nos bairros Ilha da Figueira, Vila Nova, João Pessoa, Rau, Jaraguá Esquerdo, Barra do Rio Cerro, Jaraguá 84, Jaraguá 99 e São Luís. A manutenção das áreas é feita por voluntários e cada uma tem a participação de cerca de 15 famílias.

As hortas ficam em terrenos da Prefeitura e o custo para implantar os 11 pontos foi de R$ 48 mil. A administração disponibilizou todo o material para a implantação, desde a estrutura até as ferramentas, orientação técnica, maquinário para a preparação de canteiros, adubação, mudas e sementes.

Outras dez deverão ser implantadas até fim do ano nos bairros Ilha da Figueira, Estrada Nova, Tifa Martins, Jaraguá Esquerdo, Barra do Rio Cerro, Jaraguá 84, Jaraguá 99 e São Luís. O objetivo é terminar o mandato com 40 hortas espalhadas pela cidade.

- O custo para implantar e manter as hortas é muito baixo considerando o reflexo social que elas trazem. Além de ser uma oportunidade de interação social entre os vizinhos, é uma forma de estimular a alimentação orgânica, sem agrotóxicos. Outra vantagem é que terrenos que antes estavam abandonados hoje são produtivos -, avalia o diretor da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura, Aricenir Canuto.

Uma das hortas fica no bairro Vila Nova e é mantida por dez famílias. A comunidade plantou milho, aipim, pepino, abobrinha, berinjela, pimentão, alface, aipim, vagem, milho verde, ervas e outras hortaliças. Cada família cuida de uma área, que é identificada com uma placa.

- Antes, o terreno servia como depósito de lixo e ponto de encontro para dependentes químicos, o que incomodava os moradores - avalia o presidente da associação de moradores, Sérgio Zapella.

O aposentado José Raulino Klimkowski, 64 anos, costuma dedicar parte do tempo para plantar e capinar a horta, que fica a poucos metros do prédio onde mora.

- Planto um pouco de tudo. O que eu não uso para fazer salada, dou para meus filhos e vizinhos - comenta.

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