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    Projeto faz recadastramento de 120 sítios arqueológicos na Serra 

    Locais serão mapeados com coordenadas geográficas para facilitar preservação

    15/12/2019 - 15h44 - Atualizada em: 15/12/2019 - 16h11

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    Darci
    Por Darci Debona
    Sítios revelam presença de população indígena de Jês Meridionais
    Sítios funerários de populações indígenas estão sendo mapeados para pesquisa da história de Santa Catarina
    (Foto: )

    Cerca de 120 sítios arqueológicos estão sendo mapeados na quarta e última etapa do Projeto de Recadastramentos de Sítios Arqueológicos do Oeste e Planalto de Santa Catarina. Essa etapa começou em novembro e vai até janeiro nos municípios da Serra Catarinense, como Lages, Painel, Capão Alto, Bocaina do Sul, Palmeira, Bom Retiro, Urupema, Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra, entre outros.

    O trabalho é desenvolvido por uma equipe do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM), que é mantido pela Unochapecó, e faz parte de uma ação da 12ª Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional de Santa Catarina.

    De acordo com a doutora em arqueologia e coordenadora do CEOM, Mirian Carbonera, muitos sítios têm se preservado de forma fortuita e apresentam localização bastante genérica.

    - Agora eles serão localizados mediante coordenadas geográficas vários dos quais serão selecionados para futuras pesquisas que visam contar não somente a história das sociedades humanas, mas também contribuem para reconstituir o ambiente, as paisagens e o clima do passado. É importante que esses bens sejam preservados porque tem um grande valor científico e histórico-cultural e podem contribuir com o desenvolvimento local por meio do turismo que tem grande potencial nessa região – destacou.

    Carbonera disse que entre esses 120 sítios arqueológicos estão estruturas subterrâneas (conhecidas como casas ou buracos de bugres), e estruturas anelares (conhecidos como danceiros) que são sítios funerários e cerimoniais. Esses sítios são de populações indígenas Jês Meridionais, que chegaram na região há cerca de dois mil anos.

    A coordenadora do CEOM disse que os sítios da região são monumentos do patrimônio arqueológico brasileiro que retratam um período de desenvolvimento das práticas agrícolas, complexidade social com o surgimento de desigualdades sociais e transformação da paisagem.

    - Se destacam os sítios funerários que foram construídos de diferentes tamanhos, e se caracterizam por um anel de terra e na parte central um monte de terra, o monte central em alguns casos tem mais de dois metros de altura. Além disso, as taipas e caminhos das tropas marcam outra fase de ocupação da região que também constituem-se num legado patrimonial importante – afirmou a arqueóloga.

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