nsc

publicidade

Educação

Projetos ensinam programação em escolas públicas de Blumenau

As iniciativas buscam despertar as crianças para profissão que cresceu 172% em dez anos

20/04/2018 - 04h30 - Atualizada em: 20/04/2018 - 06h53

Compartilhe

Por Redação NSC
O pequeno Gabriel Bretas, 10 anos, já está desenvolvendo um joguinho próprio
O pequeno Gabriel Bretas, 10 anos, já está desenvolvendo um joguinho próprio
(Foto: )

Eles são pequenos e, cada vez mais, dominam um universo que até pouco tempo atrás era coisa exclusiva de gente grande: a programação. O avanço da tecnologia mudou o cotidiano das pessoas e com as crianças não foi diferente. Em Blumenau, alunos do ensino fundamental de pelo menos três escolas aprendem a atividade. Esse universo não para de crescer na cidade e somente no ano passado empregou 4.150 pessoas, número 172% maior do que o registrado em 2007.

Gabriel Bretas, 10 anos, surpreende pela desenvoltura em frente ao computador. Desde o ano passado, a turma dele na Escola de Educação Básica Pedro II participa de um projeto da Furb chamado Furbot, uma ferramenta de suporte ao ensino de programação de computadores. O trabalho é lúdico e se dá por meio de um jogo na sala de informática, onde eles recebem um desafio e para cumpri-lo é preciso determinar quais comandos são necessários no programa.

Para o estudante do quinto ano do ensino fundamental foi fácil resolver a equação. A expectativa é avançar ainda mais. Ele quer desenvolver o próprio jogo para compartilhar com os amigos.

– Quero aprender a programar jogos e quero que eles (os professores) me deem ideias – fala entusiasmado o garoto, que começou a trabalhar em um projeto pessoal no ano passado.

Mauro Marcelo Mattos, coordenador do Furbot, diz que cada vez mais as crianças demonstram habilidades na área, como Gabriel. O trabalho desde cedo desenvolve nos alunos o raciocínio lógico e a capacidade de resolução de problemas. Além de aproximar a universidade da comunidade, o projeto atende a uma necessidade de mão de obra cada vez mais urgente no Vale do Itajaí.

– O propósito é justamente mobilizá-los a entenderem o que é computação de tal forma que no futuro alguns desses alunos possam desenvolver o interesse na área de computação e sistemas de informação – explica Mattos.

O trabalho na escola Pedro II deu tão certo que os pequenos conseguiram, inclusive, realizar uma atividade de prova da graduação. Para expandir essa iniciativa, que começou no ano passado e apenas nesta unidade de ensino, em 2018 ela chegará também à EEB Elza Pacheco.

E assim, aos poucos, a ideia é contemplar cada vez mais escolas. Um trabalho que a longo prazo irá se complementar com o programa Entra21, que disponibiliza cursos em linguagem de programação gratuitos para jovens a partir dos 16 anos.

Alunos do 5º ano do ensino fundamental da EEB Pedro II aprendem com uma ferramenta de suporte ao ensino de programação de computadores
Alunos do 5º ano do ensino fundamental da EEB Pedro II aprendem com uma ferramenta de suporte ao ensino de programação de computadores
(Foto: )

Projeto desenvolve uma estação meteorológica

Na EBM Alberto Stein o caminho encontrado para abordar programação, lógica e eletrônica foi a montagem de uma estação meteorológica. O trabalho começou há duas semanas com uma turma do nono ano do ensino fundamental. A iniciativa é pessoal do analista de sistemas Carlos Augusto Grahl e surgiu após ele montar em casa uma estrutura para monitorar o clima na cidade.

Todo o processo foi contado em uma página na internet e surgiu, então, a ideia de trabalhar com escolas. Para chegar lá foi preciso uma força coletiva para adquirir os materiais necessários. Os esforços se materializaram na primeira aula, quando os estudantes aprenderam o que há por trás da tecnologia que faz parte do dia a dia. O segundo encontro já foi de atividade prática.

Com os componentes eletrônicos em mãos, eles aprenderam a montar um sistema de LED e a programá-lo para acender e apagar conforme o desejo deles. Para quem sonha em trabalhar com informática, como Vítor Lucas de Souza, o projeto veio em boa hora.

– Estava ansioso pela aula, não sabia direito como certas coisas funcionavam. Agora a gente sabe – diz o aluno.

Nas próximas semanas, o trabalho com os estudantes avança para a montagem da estação meteorológica e a programação do equipamento, que ficará na escola após a conclusão das aulas. Os dados captados e gerados poderão ser consultados no site do projeto.

A ideia é, depois, levar o projeto para outras unidades de ensino. Escolas interessadas em receber o projeto “Temperatura Aqui” podem entrar em contato pelo e-mail contato@temperaturaaqui.com.br. As aulas são gratuitas.

Deixe seu comentário:

publicidade