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Superação em movimento

Psicóloga realiza o sonho de representar Joinville na mostra competitiva do Festival de Dança

Danielle Grossl é a única representante local de dança contemporânea na mostra competitiva

20/07/2015 - 03h42 - Atualizada em: 20/07/2015 - 05h50

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Por Redação NSC
Bailarina apresentará a coreografia Água-viva
Bailarina apresentará a coreografia Água-viva
(Foto: )

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A dança também é a arte de superar limites. Desafiam-se a criatividade, a técnica e, no caso da bailarina Danielle Grossl, 33 anos, o físico. Depois de anos participando apenas dos palcos alternativos do Festival de Dança de Joinville, ela finalmente sobe ao tablado principal do evento, na mostra competitiva, como a única representante da casa selecionada para a dança contemporânea.

Não bastasse o peso da responsabilidade que coloca à prova seu próprio desempenho, Dani também traz consigo a preocupação com a saúde desde 2011, quando ficou doente e perdeu 30% da capacidade respiratória. A catarinense agora precisa poupar esforços durante os ensaios e contar com uma coreografia que respeite seus limites, já que uma recaída pode impedi-la de competir.

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Até as mudanças de temperatura podem ser prejudiciais para a profissional. No ano passado, ela chegou a se inscrever no evento, mas ficou de cama e não pôde participar da etapa de seleção local.

Dani conta com a ajuda do marido, o coreógrafo Wald Oliveira. É pelo projeto do companheiro, que atua em Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau, que ela executará o solo Água-viva. Wald deu o primeiro incentivo para a bailarina e psicóloga, que sempre teve como sonho participar da mostra competitiva. Dani dança desde os sete anos e dá aulas de dança em Schroeder e Jaraguá do Sul.

Wald montou um trabalho especial explorando as qualidades e respeitando as limitações dela. O resultado foi uma coreografia com a cara de Dani, "frágil e poderosa", como define o marido.

- A água-viva é linda, cheia de movimentos, mas também queima se mexerem com ela - compara o coreógrafo.

Ele participa do Festival de Dança como coreógrafo desde a primeira edição, em 1983. Água-viva também marca o retorno do profissional com o próprio grupo. Ele deixou de competir com sua companhia nos anos 1990, mas nunca parou de assinar trabalhos para diversos grupos catarinenses.

- O Festival fez muito pelos artistas da dança no Brasil. Muitos deles são o que são por causa do evento - comenta Wald.

A programação do Festival de Dança de Joinville será aberta na quarta-feira, no Centreventos Cau Hansen, com o balé clássico O Quebra-nozes, da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. A mostra competitiva tem início na quinta-feira com os grupos de balé neoclássico e danças populares. A categoria de Dani Grossl, solo feminino sênior de dança contemporânea, concorre no dia 28.

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