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    Quais autoridades foram hackeadas

    Polícia Federal estima que cerca de mil números tenham sido alvo do grupo que atuaria, segundo investigadores, em fraudes bancárias e cartões de crédito 

    25/07/2019 - 21h30 - Atualizada em: 25/07/2019 - 22h58

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    Por GaúchaZH
    Deltan Dallagnol
    Procurador da República e coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, também foi alvo do grupo
    (Foto: )

    Uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última terça-feira (23) prendeu quatro pessoas suspeitas de hackear celulares de autoridades. Batizada de Spoofing, a ofensiva cumpriu 11 ordens judiciais, das quais sete de busca e apreensão e quatro de detenção temporária em São Paulo, Araraquara (SP) e Ribeirão Preto (SP).

    Os presos se chamam Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira, Danilo Cristiano Marques e Walter Delgatti Neto. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, afirma que há "fortes indícios" contra eles.

    O magistrado determinou a quebra do sigilo bancário dos suspeitos no período de 1º de janeiro a 17 de julho deste ano, além do bloqueio acima de R$ 1.000 em suas contas.

    O inquérito instaurado investiga ataques às contas de diversas autoridades, dentre elas o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

    Além disso, a PF estima que cerca de mil números tenham sido alvo do grupo que, de acordo com os investigadores, atuaria em fraudes bancárias e cartões de crédito.

    Veja a lista de autoridades hackeadas

    Presidente Jair Bolsonaro

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, por meio de nota, que aparelhos celulares usados pelo presidente Jair Bolsonaro foram alvos de ataques hackers pelo grupo que foi preso pela PF, no âmbito da operação Spoofing. O comunicado não informa se houve captura de dados do presidente ou apenas uma tentativa de ataque aos aparelhos celulares.

    Sergio Moro

    A investigação que resultou na prisão de quatro suspeitos por ataques hacker teve início quando o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu à PF que apurasse uma invasão ao seu celular, em 4 de junho. Além disso, desde o dia 9 de junho, o site The Intercept Brasil vem publicando diálogos que atribui a Moro e procuradores, à época em que ele conduzia os processos da Lava-Jato. Um dos presos na Operação Spoofing afirmou ter sido a fonte do material publicado pelo site, informação que a PF trabalha para confirmar.

    Paulo Guedes

    A assessoria de imprensa do Ministério da Economia informou, no dia 22, que o celular do ministro Paulo Guedes havia sido hackeado. O número dele foi registrado no aplicativo de mensagens Telegram. Em seguida, sua equipe anunciou que o aparelho havia sido invadido. Dois dias depois, a PF, em apresentação das linhas gerais da operação Spoofing, afirmou que nos equipamentos apreendidos foi encontrada uma pasta de arquivos virtuais com o nome do ministro.

    Deltan Dallagnol

    Investigadores da Polícia Federal apontaram que o procurador da República e coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, também foi alvo do grupo que acessou aparelhos celulares de autoridades. Segundo a apuração, apenas Deltan teve informações captadas durante o ataque. O procurador também teve conversas publicadas pelo The Intercept e foi um dos protagonistas da primeira matéria publicada pelo site, que mostrava diversas trocas de mensagens entre ele e Moro.

    Joice Hasselmann

    A deputada de primeiro mandato e líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou, no último domingo (21), que seu telefone havia sido hackeano. De acordo com ela, quem acessou o seu celular teria enviado mensagens para um jornalista via Telegram, além de ter recebido diversas ligações do seu próprio número. A deputada afirmou que as autoridades foram acionadas, mas não há mais detalhes sobre o caso.

    Rodrigo Janot

    No dia 24 de abril, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot revelou no Twitter que um hacker havia tentado acessar seu celular, contas bancárias e aplicativos da Apple. Em 5 de junho, uma nova tentativa foi registrada: além de chamadas de números desconhecidos, o invasor enviou mensagens de texto com códigos de acesso para redes sociais e aplicativos. A investigação preliminar da Polícia Federal aponta que foi através do smarthphone de Janot que o hacker obteve acesso aos grupos de conversa da força-tarefa da Lava-Jato no Telegram.

    Rodrigo Maia

    A Polícia Federal informou também que o celular da do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi hackeado, mas não há indícios de captura de dados.

    Raquel Dodge

    A Procuradoria-Geral da República informou que Raquel Dodge também foi alvo de hackers. O ataque teria ocorrido antes daquele que afetou Sergio Moro. A tecnologia de informação do órgão identificou a tentativa e comunicou as autoridades.

    Davi Alcolumbre

    A Polícia Federal identificou que o presidente do Senado Davi Alcolumbre também foi vítima de hackers. Entretanto, ainda não foram divulgados detalhes sobre o ocorrido.

    João Otávio de Noronha

    O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, também foi hackeado. Detalhes sobre o caso ainda não foram divulgados.

    Outros casos

    Além das autoridades citadas, as investigações se debruçam sobre invasões nos eletrônicos do juiz federal Abel Gomes, do juiz federal no Rio de Janeiro Flávio Lucas, e dos delegados da PF em São Paulo Rafael Fernandes e Flávio Reis.

    *Com informações da Folhapress.

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