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VERÃO 2019 

Qual é o barato de curtir o verão nos campings de Florianópolis

Ouvimos o pessoal nas barracas para saber por que a preferência: é muito mais um estilo de vida do que economia

22/01/2019 - 06h20 - Atualizada em: 22/01/2019 - 19h05

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Marcus
Por Marcus Bruno
Amigos de infância em Farrroupilha (RS), Léo (E), Marcelo e Rodrigo estão acampados no Rio Vermelho
Amigos de infância em Farrroupilha (RS), Léo (E), Marcelo e Rodrigo estão acampados no Rio Vermelho
(Foto: )

Chegar de uma longa viagem, procurar o melhor lugar no mato para erguer o acampamento, limpar a área, montar as barracas, estender a lona, subir nas árvores para amarrar tudo bem firme, cozinhar no chão e caminhar na lama. Para muitos turistas que vêm todos os verões para Florianópolis, não existe férias melhores do que essa.

Para entender melhor por que algumas famílias e grupos de amigos preferem ficar acampados ao invés do conforto das pousadas e hotéis da cidade, a Hora foi até dois campings da Ilha, um no norte e outro no leste, para conversar com os campistas. E constatamos que a escolha é muito mais um estilo de vida do que uma iniciativa econômica.

Por exemplo, o casal de argentinos Horácio Maggi, 77 anos, e Marcela Ferro, 67, completou em 2019 duas décadas seguidas acampando no mesmo camping de Canasvieiras.

— Este camping é um lugar único. É do lado da praia, tem uma estrutura boa para cozinhar, e sempre vem bastante argentino, embora neste ano tenha vindo poucos — comenta o médico aposentado.

— A cada verão, nós vimos Canasvieiras crescer. Ali onde estão aqueles prédios, era tudo parte do camping — lembrou a esposa dele, apontando para mais um empreendimento no bairro.

O casal veio numa camionete rebocando um pequeno trailer cheio de tralha para ficar dois meses acampados. Para os hermanos, o estilo de vida sai bem mais caro do que vir de avião e ficar numa pousada: a diária lá é de R$ 45 por pessoa.

No mesmo camping estava a professora Elaine de Oliveira Lemes, 43, que veio de Curitiba (PR) com o marido e a filha de 17 anos. Enquanto eles estavam na praia, ela fazia as unhas embaixo da barraca.

— Eu gosto é dessa convivência com as pessoas, aqui a gente conhece gente do mundo inteiro. Até na hora de cozinhar é uma experiência gastronômica. Uma hora é churrasco uruguaio, tem drink do Chile, comida mineira. Numa pousada você não tem isso — compara a turista, que também prefere gastar um pouco mais e dormir numa barraca.

Os argentinos Horácio e Marcela completaram em 2019 duas décadas seguidas acampando no mesmo camping em Canasvieiras
Os argentinos Horácio e Marcela completaram em 2019 duas décadas seguidas acampando no mesmo camping em Canasvieiras
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Elaine de Oliveira Lemes, curitibana, prefere a barraca às pousadas
Elaine de Oliveira Lemes, curitibana, prefere a barraca às pousadas
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Os perrengues fazem parte

Diferente do camping de Canas, onde há zonas separadas para cada família instalar seu acampamento, no Campo Escoteiro Paulo dos Reis, no Rio Vermelho, a estrutura é mais raiz, às margens da deserta praia do Moçambique. Lá, pínus e eucaliptos proporcionam bastante sombra aos acampados e ainda dão um aspecto de floresta exótica.

É um local família, mas também de jovens viajantes, como um grupo de amigos de Farroupilha, na Serra Gaúcha. Na verdade cada um veio de um canto e todos se encontraram ali. Rodrigo da Costa, 37, mora na Alemanha e veio passar as férias acampado com os camaradas de infância Marcelo Razzera, 32, e Léo de Paula, 21. Ele trouxe o amigo italiano Mirko Piçarro. Eles estavam na dúvida entre o camping e um hostel na Barra e, mesmo a segunda opção saindo mais barato, preferiram acampar a R$ 38 a diária por pessoa.

— O cara vai passar perrengue, é certo, mas só de acordar com o cheiro do mato, o barulho do mar e dos pássaros, vale a pena.

A poucos metros deles, estava acampando o professor Roberto Anagnostopoulos, grego de nascença e criado em Porto Alegre. Ele já acampa há quatro décadas e esse ano veio sozinho para Floripa. O acampamento dele era de longe o mais completo e preparado do local.

— Sou biólogo, eu gosto de estar em contato com a natureza. Estou aqui sozinho. Tenho luz dentro da barraca, ventilador. Quer mais mordomia que isso?!

"Quer mais mordomia que isso?" questiona o professor Roberto
"Quer mais mordomia que isso?" questiona o professor Roberto
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Amigos de infância de Farroupilha se encontraram no camping do Rio Vermelho
Amigos de infância de Farroupilha se encontraram no camping do Rio Vermelho
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