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Ação coletiva

Quarta edição do COLMEIA oferece dois dias de arte gratuita no Teatro Carlos Gomes

Ação que acontece neste fim de semana perpetua legado do idealizador Clóvis Truppel

18/09/2015 - 05h39 - Atualizada em: 18/09/2015 - 06h28

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Por Redação NSC
Evento reúne diversas atrações culturais neste fim de semana
Evento reúne diversas atrações culturais neste fim de semana
(Foto: )

No dia 7 de novembro de 2014, o Coletivo Laboral Multicultural de Experimentações e Intervenções Artísticas (COLMEIA) perdeu seu grande mentor. Idealizador do projeto, que chega ao quarto ano oferecendo um fim de semana inteiro de arte gratuita no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau, o artista plástico e ativista cultural Clóvis Truppel se foi e deixou na arte local uma lacuna difícil de ser preenchida. Para dar continuidade à iniciativa e perpetuar o legado de Truppel, uma equipe formada por 12 organizadores e centenas de artistas uniu forças e, pela primeira vez, vai tocar o barco sem seu capitão.

::: Confira aqui a programação completa do evento

O COLMEIA 2015 acontece sábado e domingo com o recorde de 216 atrações: oito artesãos, 16 espetáculos teatrais, oito filmes, seis opções culinárias, seis apresentações de dança, 40 apresentações e batalhas de hip hop, 17 ações literárias, 52 shows musicais, 11 workshops e 52 obras de artes visuais - tudo de graça. O evento é colaborativo e organizado pela classe cultural em conjunto com o Teatro. Além da rica programação, a quarta edição traz um diferencial: a gestão dos favos (termo utilizado pelos organizadores para definir cada nicho de atrações) ficou por conta dos "líderes-carismáticos", como foram apelidados ao longo dos preparativos para a edição estes moderadores.

- Esse ano muda um pouco pois não temos mais a gerência e referência do Clóvis. Ao mesmo tempo, estamos mais autônomos com as nossas coisas. Vai ser diferente sem ele, mas queremos continuar mostrando nossa arte - aponta a artista Natale Petersen, que era companheira de Truppel.

Coletividade em nome da cultura

Para Rodrigo Dal Molin, coordenador cultural do Teatro Carlos Gomes, o COLMEIA 2015 traz a sensação de caráter coletivo. Ele comenta que todos os participantes se dedicaram ao máximo para preparar um evento à altura das edições capitaneadas por Truppel:

- Por mais que tentasse negar isso, o Clóvis tinha uma voz de comando. Quando ficamos sem ele nos sentimos sem rumo, mas acho que as pessoas puxaram umas às outras por causa desse sentimento de legado. Com o passar do tempo, foi criada uma nova lógica e posso dizer que estamos em um ano de muita união - afirma.

A edição de 2015 também terá novidades, como a certificação dos participantes e a colaboração de acadêmicos voluntários da Furb, que neste ano vão apoiar os organizadores em questões como mediação cultural, recepção do público, orientação de programação e até mesmo direção de palco.

- Acho que antes as pessoas chegavam no COLMEIA e ficavam sem rumo, porque é muita coisa ao mesmo tempo. Acredito que conseguimos amadurecer nesse aspecto também - destaca Dal Molin.

Documentário e obra de arte vão homenagear Clóvis Truppel

Conhecido pela alta dose de emoções, o COLMEIA promete ainda mais intensidade na primeira edição sem Clóvis Truppel. Às 20h46min de amanhã o público terá a oportunidade de assistir em primeira mão ao documentário Correndo o Risco, que homenageia o artista. No filme de 43 minutos o público vai conhecer um pouco da história do "artivista" e entender a importância do trabalho dele para a arte blumenauense.

Segundo o diretor da Lambreta Filmes, Chico Nascimento, responsável pela edição, o material é um misto de imagens filmadas pelo próprio Clóvis e arquivos cedidos por amigos e família:

- É como se fosse um fragmento da vida dele. Tem muita coisa inédita, da vida pessoal, além de bastidores dos movimentos sociais nos quais ele se envolveu, como o Vamo Siuní? - explica.

Junto ao lançamento cinematográfico, um grupo de cerca de 30 artistas vai produzir na tarde de sábado, em tempo real, uma obra para celebrar a arte do criador do COLMEIA. No comando da equipe de artes visuais, João Guilherme Kovalski conta que a ideia é montar uma espécie de quebra-cabeça com 40 favos - cada um produzido por um artista em uma linguagem diferente - e aproximadamente dois metros de altura:

- Vai ser a reprodução de uma santa que ele pintou em vários lugares da cidade. Estamos todos nos sentindo órfãos porque o Clóvis geria o evento muito bem e nos dava esse gás para produzir, mas estamos tentando fazer acontecer da melhor forma pra que ele veja lá de cima e ache tudo lindo - comenta.

Agende-se!

O quê: 4º Coletivo Laboral Multicultural de Experimentações e Intervenções Artísticas (COLMEIA).

Quando: Sábado, das 10h às 3h; e domingo, das 10h às 0h.

Quanto: Grátis.

Mais informações: facebook.com/coletivocolmeia

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