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Quatro praias com belezas naturais para descobrir no verão em Santa Catarina

De Norte a Sul, são diversas as alternativas de lazer que vão de praias a cachoeiras 

22/12/2018 - 06h30 - Atualizada em: 19/02/2020 - 13h54

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Gabriel
Por Gabriel Lima
Dagmara
Por Dagmara Spautz
Felipe
Por Felipe Carneiro
Praia Lagoinha do Norte, em Florianópolis
Lagoinha do Norte, em Florianópolis
(Foto: )

O Litoral catarinense tem belezas espalhadas por todos os cantos. Nos principais destinos turísticos do Estado e em outros menos conhecidos, de Norte a Sul, são diversas as alternativas de lazer que vão de praias a cachoeiras. Confira abaixo dicas e informações sobre quatro destaques do verão em Santa Catarina:

Lagoinha

Começamos pelo Litoral da Capital de SC. Os carrinhos de praia com bandeiras do Uruguai, Paraguai e Argentina denunciam: estamos no Norte da Ilha. Mas diferente das vizinhas Jurerê e Canasvieiras, na Lagoinha predomina a tranquilidade e há espaço na areia.

O que não quer dizer que o idioma espanhol seja menos presente. Um exemplo é Julieta Martín, que está hospedada com sua família pelo quinto ano seguido em um hotel logo em frente à praia. Na sexta-feira pela manhã, enquanto os termômetros marcavam 30º C, era possível encontrá-la entre as várias cadeiras colocadas lado a lado na parte central da praia. Afinal, ela veio de Buenos Aires com outros 14 parentes, entre crianças e adultos, para aproveitar o calor do Litoral catarinense durante duas semanas.

Mais feliz que ela estavam as crianças da família, que se dividiam entre tomar banho de mar e escavar buracos na areia. Entretanto, os próximos turistas sabem que a situação deve mudar nos próximos dias com o feriado de Natal e Réveillon, quando várias pessoas devem visitar a praia. O motivo para a escolha de Julieta pela Lagoinha é a mesmo de várias outras pessoas: a beleza natural. A praia é coberta parcialmente por uma longa área de mata, onde praticamente não há construções. Além de ficar mais tranquilo e próximo à natureza, quem visitar o local também pode aproveitar a areia mais dura para caminhar.

Como é protegida por dois costões de pedras nas extremidades, a praia tem mar quente e calmo – um pouco menos agitado que Jurerê, por exemplo.

Para garantir a segurança, também há um posto com guarda-vidas que monitoram os banhistas.

O ponto negativo de ser uma praia isolada é a pouca infraestrutura próxima. Quem visitar de carro no verão, especialmente nos fins de semana, irá encontrar problemas com estacionamento. Há pouco espaço para deixar o veículo nas ruas próximas e os locais privados cobram, em média, R$ 25 por veículo.

Leve sua água para beber

Quem for nos próximos dias ainda pode ter dificuldade em encontrar água mineral. Como os quiosques ainda não estavam abertos na manhã de sexta, o produto não era vendido na praia. A Prefeitura da Capital justifica que os responsáveis pelos pontos de venda retiraram as chaves entre os dias 15 e 18, de forma que até 28 de dezembro todos os oito pontos da praia devem estar operando de forma regular.

A tendência é que a maior parte dos comerciantes opte por iniciar o serviço ainda nos próximos dias. Enquanto permanecem fechados, é possível encontrar água nos dois restaurantes localizados próximos à praia por cerca de R$ 5. Os estabelecimentos também são as opções do local para as refeições e petiscos. Quem preferir comer no conforto da cadeira de praia, poderá escolher entre sorvete, queijo coalho e choripan. Também há opções mais naturais, como açaí com granola.

A pouca infraestrutura da praia não é problema para o casal Joel e Cris. Eles gostam tanto da Lagoinha que escolheram o local para abrir as comemorações do dia que completam 27 anos de casados. Além disso, o passeio também foi o primeiro de muitos que pretendem durante o verão fazer naquela que é a praia favorita deles. Para fugir dos congestionamentos do fim de ano, o casal chega na praia antes das 8h e vai embora perto do horário de almoço, algo que aprenderam após 18 anos morando na Ilha.

Cachoeira do Saquinho, perto da Praia da Solidão
Cachoeira do Saquinho, perto da Praia da Solidão
(Foto: )

Solidão e Cachoeira do Saquinho

É uma simpática vila, escondidinha por trás do morro ao sul da praia dos Açores. As placas de madeira, feitas à mão, indicam o caminho para chegar nesta espécie de relíquia da capital catarinense. A vista, ainda da pequena estrada de ligação com o resto de Florianópolis, já faz com que os olhares dos passageiros de um mesmo veículo se cruzem e concordem que o que estão vendo é a melhor alternativa. Os poucos lugares para estacionar os carros revelam que o local não pode ser muito frequentado. Não suporta. E é justamente isso que transforma a praia da Solidão – nome sugestivo – um exímio lugar para férias.

A beleza da paisagem é algo indiscutível por aqueles que a conhecem. A extensão é curta e é rodeada por árvores. Intimista. Há quem diga que é a mais charmosa praia de Florianópolis sem ser contestado, talvez pelo fato de que nunca está cheia de gente e nem possuir bares à beira-mar. A discrição da Solidão é o que a torna especial e passa a sensação de relaxamento ideal para o descanso.

Quem não se sente muito à vontade com o mar é privilegiado com um banho de rio, se preferir. Por uma trilha curta, ao final da rua principal e indicada por placas, chega-se a um poço formado por uma cachoeira em meio às rochas. Apesar de ser próxima a Solidão é conhecida como Cachoeira do Saquinho. A piscina natural está na mata, isolada de todo o resto, perfeita para aquele tempo que precisamos em nossa própria companhia, mesmo que outras pessoas estejam por ali.

O barulho incessante da queda d`água ameniza os ânimos e, naturalmente, acalma o ambiente.

Praia da Sepultura, em Bombinhas
Praia da Sepultura, em Bombinhas
(Foto: )

Sepultura

A Praia da Sepultura está na lista das melhores e mais procuradas de Bombinhas – um ranking disputado em uma cidade pequena no tamanho, mas imensa na oferta turística. São 39 praias, de diferentes estilos, para aproveitar o verão. De águas cristalinas, quase transparentes, a Sepultura tem mar calmo, ideal para crianças, e está entre as preferidas dos mergulhadores. Para experimentar uma proximidade maior com a vida marinha, é possível alugar passeios guiados com snorkel, que custam a partir de R$ 120. Mas, se a ideia for apenas aproveitar um banho de mar, prepare-se para dividir espaço com os peixinhos.

Não bastasse a beleza natural, a praia tem histórias e lendas para alimentar a imaginação. A Sepultura teria ganhado o nome porque, durante um desentendimento entre dois escravos do major José da Silva Mafra, que viveu em Bombinhas no século 19, um deles morreu e foi sepultado no local. Há quem diga, ainda, que havia um cemitério indígena por ali. Outro ponto pitoresco é a Pedra Duas Irmãs, duas pedras quase idênticas que teriam sido usadas pelos indígenas que viveram no local como referência astronômica.

O paraíso tem seu preço. Bombinhas cobra pedágio durante a temporada de verão, a Taxa de Preservação Ambiental (TPA). Para quem entra de carro, o preço é R$ 26 e vale por 24 horas, período em que é possível entrar e sair da cidade sem ter que pagar novamente. Estacionar também não é tarefa fácil – nem encontrar um lugar ao sol. Os estacionamentos particulares custam em média R$ 20, e o espaço é restrito. Como a praia é curta, com menos de 100 metros de extensão, a prefeitura não permite instalação de tendas, apenas guarda-sóis.

Para chegar siga pela avenida principal de Bombinhas, até o final, e entre na Avenida das Garoupas. Deixe o carro nos estacionamentos privados, e siga a pé por uma pequena trilha. O caminho é fácil e a maior parte tem calçamento.

Barra de Ibiraquera, em Imbituba
Barra de Ibiraquera, em Imbituba
(Foto: )

Barra de Ibiraquera

A Barra de Ibiraquera é a melhor opção para quem quer praticar esportes radicais na água. Localizada em Imbituba, no Sul do Estado, o local abrange três lagoas e uma praia. O acesso pode ser feito por uma transversal da BR-101, a Rua Ataíde Manoel da Rosa. Após dois quilômetros, o motorista pode virar à esquerda para acessar a Avenida Central e chegar ao local.

Com fortes ventos e mar agitado, diversos atletas de windsurfe e kitesurfe utilizam a praia para treinar. Mas também há espaço para os amadores: há quiosques que alugam pranchas de surfe, onde é também é possível ter aulas. Outra opção radical é o cable park, modalidade que utiliza uma estrutura com roldana, cabos de aço e motor e uma piscina de 150m que permite treinar wakeboard sem lancha.Para quem quer mais tranquilidade, as lagoas de Ibiraquera tem águas tranquilas para um banho de mar com a família. Também há opção de praticar stand-up paddle, com aluguel de pranchas no local.

Chegar no local é preciso enfrentar estrada de chão, mas é transitável. Tem artesanatos, lugares para lanches, locações de pranchas, caiaques. A praia fica anexa à Lagoa de Ibiraquera. É bem tranquila e possui um longo trecho de banho antes que a água fique profunda, ideal para crianças. No entanto se você esqueceu de levar o guarda-sol e cadeira, o local tem reduzida opção de aluguel, cujo os preços variam de R$ 15 a R$ 20.

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