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    Meio ambiente

    Queda da coleta de lixo impacta na vida de recicladores como dona Angelina, em Joinville

    Cooperativas estão recebendo menos resíduos, o que reduz salário dos recicladores

    03/06/2019 - 14h10

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    Hassan
    Por Hassan Farias
    Angelina Gura trabalha há 15 anos na cooperativa credenciada na Prefeitura
    Angelina Gura trabalha há 15 anos na cooperativa credenciada na Prefeitura
    (Foto: )

    A queda na coleta de resíduos em Joinville impacta na vida dos integrantes da cooperativa, que encontram na reciclagem uma fonte de renda para a família. Atualmente, 30 pessoas trabalham na Recicla e 130 pessoas são beneficiadas indiretamente. Uma das cooperadas é Angelina Gura, de 57 anos. Ela trabalha há 15 anos como recicladora e não apenas gosta do que faz, como tem orgulho de colaborar para o meio ambiente.

    — Eu trabalho aqui também pelo meio ambiente porque do jeito que está a gente precisa contribuir para os nossos netos e as próximas gerações — defende.

    Angelina mora com o marido e dois filhos no Estevão de Matos. Ela costumava ter uma renda de R$ 1,9 mil mensalmente com o trabalho na cooperativa. Na Recicla, o dinheiro de tudo aquilo que é reciclado e vendido é dividido entre os cooperados. No entanto, com a queda no número de materiais recebidos da coleta seletiva o salário também tem caído e hoje gira em torno de R$ 1,1 mil.

    A situação já foi pior para a família, quando os filhos estavam desempregados. Angelina recorda que as contas ficavam muito apertadas e as finanças melhoraram um pouco após os filhos conseguirem emprego. O problema é que a redução do salário na cooperativa tem feito a situação decair novamente.

    — A gente tem ganhado praticamente só para comer porque a comida também está cara. Eu precisava comprar móveis novos porque os meus estão muito velhos, mas acho que nem vou conseguir até o Natal. Meus dentes estão feios e queria arrumar porque isso também traz autoestima para a gente, mas não tenho como — conta.

    Mesmo assim, as dificuldades não tiram a vontade de trabalhar de Angelina. Ela morava no Paraná antes de chegar a Joinville há 22 anos. Nesse tempo, trabalhou na produção de indústria metalúrgica, na limpeza de um hospital e em uma empresa de gestão ambiental antes de começar na reciclagem. Foram anos de suor para conseguir alcançar o sonho de comprar um terreno e construir uma casa para a família.

    — A gente sempre se destaca em alguma atividade e eu adoro trabalhar aqui. É um trabalho tão importante quanto qualquer outro. Eu consigo a minha renda e ajudo o meio ambiente — orgulha-se.

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